Olá, pessoal!! Hoje, vou lhes dar um roteiro para explorar a parte histórica de Tallinn. Na verdade, ele será uma pequena variação do walking tour proposto por Rick Steves. E, é basicamente tudo o que consegue fazer quem passa apenas um dia na cidade. Mas, evidentemente, Tallinn merece ao menos dois dias inteiros de visita.
Seguindo esse roteiro, você passará nos grandes pontos turístico, e com sorte terá tempo para visitar um ou outro. Dessa forma, recomendo fortemente, que comprem o Tallinn Card. Sobre ele, falarei melhor em outro post.
A parte histórica se divide basicamente em duas: a cidade alta (na colina, chamada Toompea) e a cidade baixa. Inclusive, em tempos medievais elas eram cidades separadas. A cidade alta era a sede do governo da Estônia, e a cidade baixa era um centro comercial hanseático autônomo repleto de comerciantes alemães, dinamarqueses e suecos que contratavam os estonianos para fazer seu trabalho braçal. Essas “duas cidades” são ligadas por duas ruas íngremes e estreitas, a Pikk jalg (perna comprida) e a Lühike jalg (perna curta). Essa caminhada percorre as duas partes da cidade, subindo pela perna curta e descendo pela longa.
O tour vai começa em um dos portões da cidade, a Torre Margaret Gorda, mas antes de entrar observem um arco preto quebrado, que é um memorial para às 852 vítimas do naufrágio do M/S Estônia, que ia de Tallinn para Estocolmo quando afundou nas águas do Mar Báltico. O acidente ocorreu em 28 de setembro de 1994 e foi o maior desastre marítimo da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.. Os detalhes permanecem obscuros, e os teóricos da conspiração ainda acham que a Suécia o afundou.
A Torre Gorda já serviu como armazém de pólvoras e armas, e até como prisão. Atualmente, é o Museu Marítimo Estoniano. Entre maio e setembro o terraço fica aberto e pode-se ter uma vista panorâmica da cidade. Endereço: Pikk 70. Horários: de maio a setembro diariamente das 10 as 19h/ de outubro a abril de terça a domingo das 10 às 18h. Entrada: 6€, gratuita com Tallinn Card.
O relevo acima do portão data do século XVI, durante
a época hanseática, quando a Suécia tomou a Estônia da Alemanha.
Seguindo a rua Pik...
Cheia de edifícios interessantes, ela era a
principal via dos mercadores medievais que levava do porto até a cidade.
Vá até a Igreja de St. Olav, notável pelo que já
foi a maior torre da Escandinávia.
Seu interior caiado de branco é ignorável, embora
subir os 234 degraus até a torre (aberta somente de abril a outubro, das 10-18h)
lhe recompensará com uma excelente vista
Os moradores locais passeando por esta rua
lembram-se dos tempos sombrios sob o domínio de Moscou. A KGB usou a torre na
Igreja de St. Olav para bloquear os sinais de TV finlandeses. E o ministério da
polícia (na Pikk 59) era, antes de 1991, a sinistra sede local da KGB. Esse prédio do era chamado de "o edifício
mais alto da cidade" (porque quando se estava no porão, já se viam os
gulags siberianos).
Observe as janelas emparedadas no nível inferior.
Mais adiante, a bela Casa dos Cabeças Negras (Pikk 26) data de 1440. Por
500 anos, até que Hitler chamar os alemães estonianos “de volta à pátria
histórica” nos anos 1930, este era um clube de mercadores alemães. Hoje seu
salão é um local de concertos.
Era nessa casa que se reunia uma irmandade chamada Cabeças Negras, uma
associação de mercadores solteiros que tinham o dever de defender a cidade
durante as batalhas, e incêndios, para provar sua valentia. Quando um membro se
casava com uma mulher local, ele poderia, então, juntar-se à mais prestigiosa
Grande.
Os fãs de arquitetura se esbaldam por aqui, com a
ousada fachada Art Nouveau, Pikk 18, e a colorida e eclética do outro lado da
rua.
Adiante a Grande Guilda que era o lar dos
grandes comerciantes germânicos. Reparem em uma espécie de guindaste fixado no
andar superior. Essas roldanas serviam para que os mercadores medievais
armazenassem seus estoques no sótão da casa. Embaixo, era onde viviam com suas
famílias.Hoje, abriga o Museu de História Estoniana. Horários:
de maio a setembro diariamente de 10as 18h/de outubro a abril de quinta a terça
de 10 as 18h. Entrada: 6€, gratuita com Tallin Card.
Do outro lado da rua, na Pikk 16, o famoso Café Maiasmokk que era a pastelaria
preferida nos dias soviéticos. Abriga o Museu do Marzipã.
Siga ate a Igreja do Espírito Santo (Pühavaimu kirik), com um grande relógio de 1633, que mantém seu design do século XIV. Ela tem papel importante na história do país, pois ali foi feito o primeiro discurso em estoniano, em 1535.
Vale a pena uma visita. Na parte de trás, a velha bandeira de Tallinn (a
mesma que a bandeira dinamarquesa vermelha e branca de hoje) lembra a regra
dinamarquesa do século XIII.
Da igreja, até a Raekoja plats.
A maioria dos edifícios da Cidade Velha é verdadeiramente antigo, datados do período de crescimento dos séculos XV e XVI. Estavam decrépitos antes da queda da URSS, em 1991, mas agora Tallinn está essa belezura!!
Esse era o centro da cidade baixa autônoma, uma
cidade mercante de comerciantes hanseáticos. No passado, a praça serviu como um
local de execução de criminosos acorrentados a peles para humilhação pública e era
onde cavaleiros se exibiam nos torneios. No meio da praça, fica uma pedra com
uma rosa dos ventos, onde se pode ver o topo das cinco torres da Cidade Velha.
A Prefeitura do século XV (Raekoda), que domina
a praça, é um símbolo do passado medieval da cidade. E, agora é um museu, que incluí
uma torre de 64 metros de altura (e 115 degraus íngremes) que pode ser acessada
pelos turistas durante os meses de verão.
Horários: de setembro a junho a visita pode ser feita através de
agendamento prévio/ aberta para eventos especiais de julho a agosto e no Natal.
Entrada: 5€, gratuita com Tallin Card. Torre: de maio a meados de setembro, diariamente, das 11 as 18h. Entrada: 3€,
gratuita com Tallin Card.
No lado oposto da praça, no número 12, está a mais
antiga farmácia (Raeapteek) ainda em funcionamento da Europa, que data de 1422.
Embora, ainda seja uma farmácia em funcionamento, a decoração remonta aos
tempos medievais e ela também abriga uma exposição de itens medicinais que datam dos séculos
XVII ao XX. Abre de segunda a sexta das 09 as 19h, sábado
das 9 as 17h.
Agora, de frente para a Câmara Municipal, siga
pela rua Dunkri, a um quarteirão verá o poço medieval Vire à esquerda na rua
Rüütli e caminhe dois quarteirões até a bela Igreja de São Nicolau (Niguliste).
Esta igreja gótica do século XIII, que se
transformou em museu de arte, serviu aos mercadores e cavaleiros alemães que
viviam neste bairro há 500 anos. Os russos a bombardearam na Segunda Guerra
Mundial. Em uma terrível noite, 9 de março de 1944, Tallinn foi atingida, e a
área ao redor desta igreja, outrora um distrito encantador e cheio de prédios
medievais, ficou destruída. Entre as obras mais famosas está “Dança Macabra” de
Bernt Notke.
A “Dança Macabra” .
Endereço: Niguliste 3. Horários: de outubro a
abril, de quarta a domingo das 10 as 17h/de maio a setembro, de terça a domingo
das 10 as 17h. Entrada: 6€, gratuita com Tallin Card.
Da igreja, vire à direita e suba a íngreme Lühike jalg, com lojas de
artesanato de qualidade. No topo, observe a porta de carvalho original, um dos
dois portões na parede que separa a cidade baixa de Toompea. Esta passagem
ainda é um ponto de encontro entre o prefeito e o primeiro-ministro sempre que
há um importante acordo entre a cidade e o país.
Não passe pelo portão, mas continue direto para o pátio, o Jardim do Rei
Dinamarquês.
No século XIII, Tallinn era uma cidade dinamarquesa, alias, o nome “Tallinn” significa “Cidade dos Dinamarqueses”. Mas, eles a venderam aos cavaleiros teutônicos alemães, que a perderam para os suecos, que por sua vez a perderam para os russos. Assim, exceto por duas décadas no início do século XX, Tallinn permaneceu russa até que a Estônia recuperou sua independência em 1991. Todavia, os dinamarqueses ainda têm um carinho especial por Tallinn que é considerada o berço de sua bandeira. Segundo a lenda, os dinamarqueses estavam perdendo uma batalha neste jardim. De repente, uma cruz branca caiu do céu e surgiu em uma poça de sangue. Os dinamarqueses ficaram mais inspirados e venceram a batalha. Até hoje, a bandeira deles é uma cruz branca sobre um fundo vermelho.
A Torre Maiden é uma das mais famosas torres de
defesa medieval de Tallinn e foi construída entre 1370 e 1373. Entre 1842 e
1960, foi usada como residência. Atualmente, é possível tomar um café no Café
Neitsitorn, andar por suas muralhas, e visitar o Neitsitorn Museum, com
armaduras e outros artigos medievais. Endereço: Lühike jalg 9ª. Horários: de
terça a sábado, das 11 as 18h. Entrada: 3€, gratuita com Tallinn Card.
Toompea no próximo post...
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