Em homenagem ao título do blog: BURANO, a ilha colorida na Itália!!!!

 
Burano é constituída por quatro pequenas ilhas da laguna, coligadas entre si por meio de pontes. Enquanto Murano é voltada ao comércio e indústria do vidro, Burano é conhecida por suas rendas artesanais.
 
E, claro pelas suas CASINHAS COLORIDAS.
 
 


Tradicionalmente, a população de Burano era constituída por pescadores e rendeiras. Hoje, embora se vejam ainda muitos pequenos barcos de pesca e redes penduradas nas portas das casas, já são muito raras as mulheres que se dedicam às rendas de Burano.
 
A razão das casas coloridas:
Esta abundância de cores tinha um significado na Antiguidade, quando as cores eram usadas para delimitar as propriedades. De acordo com a lenda, as cores vivas das casas eram usadas para ajudar os pescadores a reconhecerem a sua ilha quando voltavam da pesca, pois no inverno há muita neblina.

Um pouco da história da ilha:
Os primeiros ocupantes a habitarem a ilha foram provavelmente os romanos, mas é no séc. VI que recebe o seu nome atual, quando a zona era ocupada por gente vinda de Altinum, que terão dado à ilha o nome de uma das portas da sua cidade. No entanto há mais duas versões para a origem do nome. Numa delas o nome deriva do apelido da primeira família que ali se estabeleceu, os Buriana, e a outra versão é que o nome foi dado por habitantes de Buranello, uma ilha 8 km a sul de Burano. Apesar da ilha se ter desenvolvido depressa, continuou a ser uma parte do território administrado por Torcello, mas sem qualquer dos privilégios dos seus habitantes, ou mesmo dos habitantes de Murano. A situação só se alterou quando a ilha começou a ter mais importância, a partir do séc. XVI, quando as mulheres locais começaram a produzir as belas peças de renda, que rapidamente começaram a ser exportadas para o resto da Europa. No séc. XVIII a indústria das rendas iniciou o seu declínio, uma tendência que só seria contrariada em 1872, quando uma escola profissional foi aberta para incentivar as rendeiras.





Sobremesa na Via Baldassarre Galoppi (rua principal). Humm, tava bom!!

O mercado semanal é realizado em frente à igreja, todas as quartas-feiras, onde são vendidos todos os tipos de peixes típicos da laguna (não fui, fui numa sexta). Os peixes são, de fato, o forte da ilha e, provavelmente, este é o melhor lugar que comerão em Veneza. No meu caso, foi um dos melhores!





 


Onde comemos: Riva Rosa Ristourante. Pela foto abaixo, ele parece feio, mas é chiquérrimo por dentro, o banheiro é uma belezura. Estava lotado no almoço. Comi um peixe e uma salada divina. Recomendo, mas é caro, bem caro, mesmo para os padrões de Veneza!

Seguindo essa rua, ao lado, ou quase ao lado do restaurante, a direita, para quem vai embora, há uma loja fantástica, onde comprei echarpes maravilhosas. Nada de renda brega e turísticas, a minha rosa chá é lindíssima, seda prensada e renda!!

Se forem a Veneza, não deixem de visitar BURANO e não confundam com Murano, de quem falam mal, mas também achei incrível!
Antes do embarque, leiam Mil dias em Veneza e Mil dias na Toscana (editora Sextante). Marlena de Blasi narra, com uma sensibilidade ímpar, a aventura do seu casamento com um Veneziano. Principalmente, para quem curte decoração o livro é imperdível!!! De quebra, ela deixa dicas de lugares para visitar e comer. SUPER RECOMENDO, mesmo para quem não pensa em ir para o país da bota, ou em bota, sei lá ...





Já que comecei ... próximo post Murano!!
 
Buona sera.

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