Série Viagem: lugares secretos que indico. Neste Domingo estrelando MORAY!
Vocês conhecem o Peru? O país, claro. Conhecem Cusco? A série - Viagens: Lugares secretos que
indico hoje estrela um lugarzinho aí perto que muitos deixam de visitar.
Como vocês já devem saber essa série se dedica a lugares onde fui, e onde meus
companheiros de trip não queriam ir, mas que no fim AMARAM!
Onde
fica? Nas redondezas de Cusco, no Vale Sagrado de Los Incas.
Que
tour eu indico? Eu fiz junto com a visita a Pisac e
Chinchero, pois não havia ido a Pisac ainda, e já tínhamos visitado Ollantaytambo.
O ideal é fazer Ollantaytambo, Las Salinas de Maras (não fomos, pois na época
que viajei as salinas não estavam bonitas, e ademais já era tarde) e aproveitar
para andar ou “bicicletar’’ pela região. Vou contar tudinho aqui! Bem, vou
contar a história de Moray, não de todo o Vale, para tal indico o livro
ilustrado: Cusco y el Valle Sagrado de
Los Incas, de Fernando E. Elorrieta Salazar e Edgar Elorrieta Salazar,
editora Tankar AIRL.
Por
que ir? O lugar é lindo e vocês vão tirar muitas fotos
maravilhosas. Ademais, a história se faz presente em cada pedacinho.
Como
ir?
Poucas excursões de um dia levam até aí. Vá de carro ou motoneta alugado. Como
fui? Fechamos uma diária com um taxista, indicação do hotel, e exploramos todos
os lugarezinhos secretos no entorno de Cusco ao nosso bel prazer!! Foi bom?
Não, foi perfeito e valeu cada centavo (não é caro).
O
que tem? Uma deliciosa caminhada no meio de flores lindas. A
história? Bem, vou contar já já, mas adianto que o nosso taxista, também nos serviu
de guia. Pena, mas tinha o contato do cara, e já revirei a casa toda para
passar para vocês, mas acho que devo ter dado o cartãozinho para alguém.
Em Chincheiro,
visitamos as ruínas. Aqui, contam que os espanhóis aproveitaram as construções
incas para servir de base para os seus próprios prédios. Alias, em Cusco
também. Visitamos uma igreja, com o estilo de pintura da escola cuzquenha, e
paqueramos o mercadinho a sua volta. A noite caia e foi encantador!! As ruinas
aqui são meio sem graça, pois os espanhóis se encarregaram de destruir as
coisas ...
Visitamos, ainda, claro, o famoso lugar onde as artesãs
preparam a lã de alpaca com corantes naturais. Interessantíssimo, as cores nos
fios são dadas pela simples adição de substâncias como sal e limão para fixar.
O corante em si vem de sementes, plantas, etc. AMEI, IMPERDÍVEL!!
MORAY
– A história Inca
Situada a 600 metros do nível do vale, bosques e da
vegetação da cordilheira de Vilcanota; fica a 3.550 m de altura. Acredita-se
que Moray foi construído pelos Incas
para ser uma complexa e sofisticada estação para experiências agrícolas. O
sítio arqueológico é formado por diversos terraços circulares com depressões de
diversas profundidades (a maior possui cerca de 30 metros). A orientação e a
profundidade das depressões variam ao longo dos diversos níveis do terraço,
logo, o quanto de vento e sol cada degrau pega é diferente. Como consequência,
os Incas criaram uma diferença de temperatura média de 5 °C entre o topo e base
dos terraços. Essa diferença de temperatura permitiu a eles o estudo dos
efeitos das condições climáticas sobre os alimentos. Ou seja, foram capazes de
desvendar que alimento deve ser cultivado em cada temperatura (altura).
Acredita-se que antes dos experimentos de Moray só se conseguia
cultivar na região tubérculos e quinoa. Após, foi possível adaptar diversos
alimentos, como o milho (=maíz), ao clima dos Andes. Moray, como outros sítios
arqueológicos da região, também apresenta um sofisticado sistema de irrigação
que era utilizado para agricultura.
No total são 4 edificações que formam o complexo. Eu
viajei em 2009, e infelizmente em Fevereiro de 2010 houve um desabamento na
região que colocou a integridade do sítio sob-risco ao longo prazo. As visitas
ainda são possíveis.
O tour que fizemos foi passando pelo Vale Sagrado até chegar a Pisac, com paradinha estratégica em um
mercadinho. Os Andes circundam o vale do Rio
Vilcanota, também conhecido como Rio
Urubamba, e a paisagem é de perder o folego. Momento reflexão com certeza!!
Faça esse passeio com calma, vá parando, e celebre a vida e a natureza,
exatamente com faziam os Incas. Não falarei de Pisac e da primeira parte do passeio
neste post, pois esses não são segredos! Deixo só uma fotinho, para dar um
gostinho!
| VALLE SAGRADO DE LOS INCAS - Rio Vilcanota |
Daí, seguimos por paisagens lindas, de quando em vez
avistavamos montanhas sagradas com neve eterna nos picos. Passamos por Lamay, Caica e chegamos a Urubamba,
onde nosso guia-taxista nos levou a um restaurante simpático e apetitoso tipo all you can eat. Muito bonitinho!
![]() |
| fizemos esse círculo veremlho no meio do mapa |
| No restaurante de blusa de alpaca comprada em Machu Picchu |
Então, finalmente chegamos a MORAY. Se vocês já estiveram lá ou viram fotos do lugar, podem
constatar que as minhas fotos são diferentes e mais bonitas. Isso se deve ao
fato que não nos restringimos a ficar paradas lá em cima e fotografar os círculos
concêntricos dos Incas. Nosso guia-taxista, cujo genro trabalhava no local, nos
guiou lá no alto, por caminhos estreitos cercado de flores. Foi sorte mesmo,
pois acho que a maioria dos guias locais não faz isso, nem sei se é permitido
ou se só conseguimos devido ao apadrinhamento do nosso amigo. Foi D+.
| O caminho, chega a dar vertigem, mas é LINDO DE VIVER!! |
| Caminhando entres flores - Muiiiiiito frio!!!! |
Vocês também podem descer até o centro dos círculos,
mas nos restringimos a ficar nas “arquibancadas”, pois a decida é meio heavy
... Já havíamos gastando nossas forças no tour lá em cima, que acho valeu mais
a pena.
Daqui, retornamos, passando por um povoado muiiiito pobrinho.
O caminho nos levou aos pampas de Maras, e fomos subindo. Cerca de 200m acima,
vamos avistando as planícies de Chinchero.
Como em um tapete colorido, as terras que cercam Chinchero são dedicadas ao plantio
de papa (=batata), quinoa, cevada e outros. As plantações vão subindo o “morro’’,
até alcançarem as proximidades dos glaciares, formando um modelo de integração
ecológica ao qual J Murra chamou de “arquipélogos verticais“. Lá em cima,
criam-se alpacas e Ilamas, e apenas crescem batatas amargas (no Peru, cerca de
3.000 espécies de batatas foram identificadas).
| O povoado - Peru, opaís dos contrastes!! |
| MARAS |
| As plantações de papa e Tarwi |
Para entrar nos sítios arqueológicos Incas você compra
um ingresso único, que acho vale por um mês. Custou 80 soles em 2009.
Dica 1: compre suas lãs de alpaca aqui, pois são de
melhor qualidade.
Dica 2: esqueçam as roupas, pois alpaca que não pinica
e roupas com design só vão achar em Lima. São lindassssssss .... e
caaaaaaaaaaras. Neste local, vão sim encontrar mantas maravilhosas e de cores
incríveis para decorar a sua casinha colorida. Invistam nisso!!
Bom Domingo e FELIZ
NATAL!!




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