Diário de viagem - Padova 3


Por volta de 13.30h, seguimos o nosso passeio e fomos dar um “rôle” pelas ruas fashions de Pádua para ver as lojinhas (Via San Fermo e adjacências). Batendo a fominha, retornamos, e optamos por um almoço baratinho no Restaurante Brek  (Piazza Cavour, 20). Nele, você escolhe entre diversos tipos de carnes, massas, pães e frios + sobremesas, refrigerante e diversos tipos de vinhos da região do Veneto e paga por kilo. A minha mãe não gostou do esquema, mas eu o indico, pois comi muito bem, por um preço ótimo.
Seguimos então de volta para as Praças centrais de Padova. E, agora sim com calma as exploramos. Fomos primeiro para a Piazza dei Signori, pois o nosso destino era a Gelateria Grom (número 33 da praça), onde compramos nossas sobremesas.
 
Considerado um dos melhores
gelatos do planeta
 
Piazza dei Signori - o que ver:

Loggia del Consiglio à esquerda e a Gelateria Grom, praticamente em frente (acho que neste toldo verde)
 
Ao fundo fica a Chiesa di San Clemente, de 1190, com seu  frontão de grandes dimensões, com imagens de San Clemente, Santa Giustina e San Daniel.


Em frente a ela, está o Palazzo del Capitanio, com seu famoso, e lindo, relógio (de 1427).  O relógio marca as horas, minutos, meses, dias, fases da lua e até mesmo o "lugar" astrológico. O legal é que ele ainda trabalha com o seu antigo sistema, e suas engrenagens podem ser visitadas (não fui).
Palácio de Carrara ou Palazzo del Capitanio
 

À frente da Torre do Relógio observa-se o Leão de São Marcos sobre uma alta coluna de mármore, uma obra de Giorgio da Treviso, uma obra que nos recorda que Padova foi dominada pela República de Veneza, no passado.

No lado sul da praça, merece nossa atenção a elegante Loggia del Consiglio, um edifício do séc. XVI, que foi sede do Conselho Maior da cidade.
 
Tomamos nosso gelato e passeamos pelas vitrines das elegantes lojas da praça.

Pela praça:
Huuuuuumm!!
Adoro as sacadas de ferro da Europa 

A seguir, fomos em direção Piazza delle Erbe, visitar o Palazzo della Ragione (aberto de 9-19h, €4, aceita o card), cuja entrada foi meio difícil de encontrar.
O Palazzo della Ragione é suntuoso, com sua grande varanda com nove arcos, do arquiteto Camillo Boito (1873). Está hoje destinado às feiras temáticas e exposições temporárias, mas já foi sede do governo e dos tribunais da cidade de Padova. Foi construído a partir de 1218 e em 1306 adquiriu a forma atual, com um telhado em forma de um casco de um navio invertido.
Essa foto foi tirada de manhã, pois à tarde não há mais mercado
 
O piso superior é ocupado pela maior sala do mundo, com 2.200 metros quadrados, a Feira. Nela observamos diversos afrescos relacionados com a astrologia. Todavia, os afrescos originais, atribuídos a Giotto, foram destruídos por um incêndio em 1420. O destaque do salão é um gigantesco cavalo de madeira, uma cópia da estátua equestre do monumento renascentista de Gattamelata, de Donatello e duas esfinges do Egipto. Meio sem gracinha, confesso.  Há ainda, num canto da feira, um pêndulo de Foucault, para enfatizar a ligação inseparável entre Padova e a Ciência. Em resumo, não vi nada demais aí, se não tiverem o card, acho que não vale a pena entrar.
Foto da net, pois não me permitiram fotografar lá dentro.
Mamãe na varanda do Palazzo della Ragione
Entrada da Feira
Pallazo delle Debite, antiga prisão. Lojas elegantes nas arcadas e cafés com mesas na pracinha
na tarde da mia bella Padova. Foto tirada da varanda do Palazzo della Ragione

Como o tempo passa rápido em uma bela cidade...
Por volta de 16h, seguimos pela Via San Francesco até a Via del santo, com suas  galerias de arte, lojas de antiguidades e cafés. Chegamos então a bela Piazza del Santo.

Essa enorme piazza, cheia de pombos e vendedores de artigos religiosos, é a mais famosa de Pádua, afinal a cidade é o destino dos peregrinos do “Il Santo”.
Ela é limitada no seu lado direito pelo Oratório di San Giorgio, a Scuola del Santo e o Museu Cívico. Em frente à Basílica del Santo, destaca-se um dos monumentos equestres mais famosos do mundo, a estátua de um chefe de mercenários, Gattamelata (de Donatello), que durante toda vida prestou grandes serviços a Veneza.
O Oratório de San Giorgio é uma pequena capela, com lindíssimos afrescos feitos por dois alunos de Giotto.  Já a Scuola del Santo ou Scoletta, ao lado, é uma pequena casa histórica, destinada às reuniões no Salão do Priorado dos membros do Arco de Santo Antônio. Ela foi erigida pela Irmandade em 1427, com seu teto em caixotões, segundo o costume da época, esculpido por G. Cavaleiros e pintado por D. Bottazzo, entre 1506 e 1510. As cenas pintadas nas quatro paredes são divididas por painéis de madeira com belas molduras douradas.
Esse ciclo de afrescos foi pintados, entre 1510 e 1511 pelo jovem Ticiano. O ciclo conta a vida de Santo Antônio de Pádua, e além de Ticiano, há obras de Bartolomeo Montagna, Girolamo Dal Santo e Francesco Vecellio.  Sou suspeita, pois Ticiano é meu pintor veneziano predileto, mas RECOMENTO DEMAIS que visitem a Scoletta.
Você compra o ingresso casado para visitar o Oratório e a Scoletta, no Oratório, por 5 euros. Recebe um folheto explicativo e vai visita-los. Como o lugar não muito badalado, em geral, não fica cheio de turistas, assim é fácil apreciar as obras. Na minha visita, dei sorte e havia, na Scoletta, um professor de artes explicando as obras de Ticiano para seus alunos. Sentei-me, em um canto da sala, e fiquei curtindo o meu “guia grátis".
Belas propriedades na Via San Francesco
Piazza del Santo
À esquerda o Oratório di San Giorgio e ao lado a Scoletta (os aferscos ficam no segundo andar)
Placa na escada da Scoletta
A famosa estátua equestre de Donatello

O Oratório e a Scoletta, como todos os lugares na Itália, possuem horários que variam ao bel prazer dos administradores, mas é certo vocês conseguirem entrar entre 10-12h /15-17h.

A Basílica de Santo Antõnio de Pádua

A Basílica foi construída após a morte de Santo António, "il Santo" (como é chamado em Padova), no ano de 1231, para abrigar seus restos mortais. Embora tenha sido um homem simples, discípulo de São Francisco de Assis, os cidadãos de Padova construíram em sua honra um dos templos mais suntuosos da Cristandade. Ela é administrada pelos Frades Franciscanos Conventuais. E, o que vemos atualmente é o resultado de três diferentes reconstruções, que tiveram lugar durante um período de cerca de 70 anos (1238-1310).

Antes de entrar na Basílica propriamente dita, fui visitar seus belos claustros, o que sugiro que também façam.

Maquete da Basílica na entrada do claustro


No próximo post, contarei mais sobre a Basílica.
Até lá!

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