Diário de viagem - PADOVA 4

Bem, vamos continuar da visita a Basílica de Santo Antônio.





Ela não exatamente o tipo de lugar que eu aprecio, cheia de fervorosos peregrinos, mas é bonita e possui alguns destaques como:

·         A Cappella del Santissimo Sacramento, que  é o túmulo de um famoso "condottiero" Gattamelata e seu filho Giannantonio;

·         A Cappella delle Reliquie, onde estão as relíquias de Santo Antônio, com esculturas de Tiziano Aspetti;

·         O magnífico candelabro de Páscoa, de 1515, de Andrea Briosco;

·         As seis estátuas de santos no altar, de Donatello;

·         A "Crucificação", de Altichiero da Zevio, uma das obras mais importantes do final do século XIV.
Capella del Santissimo
Daqui segui a Via Beato Luca Belludi até um ponto muito esperado nesta viagem. Desde que resolvia ir para Itália, fiquei louca para conhecer Padova e seus famosos afrescos de Giotto e Tiziano. No entanto, da Piazza Pratto della Valle, também esperava muito. Ao me aproximar, meu coração disparou de expectativa, e ela não me decepcionou em nada, ao contrário, caí de amores!
À direita observa-se a Bas~ilica de Santa Giustina e à esquerda vemos uma das 4 pontes da praça 
 
 
Árvores no centro da Isola


Ela é a maior praça da Europa, com seus 90,000 m2. Historicamente foi um teatro romano e mais tarde um parque de diversões, adquirindo o aspecto atual em 1775.

Possui um canal de forma oval por onde correm as águas, e há uma ilha central. Cercada por áreas verdes, a ilha central é alcançada por quatro pontes. Nas bordas do canal, observam-se 78 estátuas de personalidades famosas do passado, como bispos, escritores, filósofos e artistas imortais.

A ilha central se chama Isola Memmia, em homenagem a Andrea Memmo, que a pensou e projeto. As quatro pontes, que coincidem com os pontos cardeais, da praça, atravessam o canal e dão acesso a ela. Na Isola, há um lago com chafariz.

O arranjo da praça foi inspirado na tradição aristocrática dos jardins veneziano, baseando-se em conceitos neoclássicos, numa solução para o planeamento urbano e qualificação ambiental.


Da praça, a Leste, avista-se, a Basílica de Santa Giustina, com as suas oito cúpulas. Outros prédios de arquiteturas divinas cercam a praça, o que apenas aumenta o seu encanto.
 
As oito cúpulas da nona maior igreja do mundo 
Por ser uma cidade universitária, Pádua é cheia de jovens


Ao fundo a Basílica de Santo Antõnio. No entorno da praça, CASINHAS COLORIDAS!!!
 


Tomei um café na praça e visitei rapidamente a Basílica de Santa Giustina, pois mamãe já estava cansada.

Dizem que a basílica foi construída sobre as ruínas de um templo pagão. Isso, eu não sei, mas ela merece a visita, pois é belíssima.
Sobre a Basílica de Santa Giustina:
Ela é uma das maiores obras-primas da arquitetura renascentista, com seu interior em cruz latina, e dividida em três naves por enormes colunas. Com seus 122 metros, é nona maior igrejas do mundo. Seus destaques são:
·         o Altar de San Luca, do séc.XIV na nave esquerda;
·         o Altar de San Prosdocimo, do séc. V, na nave direita;
·         "O Martírio de Santa Giustina" de Paolo Veronese (1575);
·         obras barrocas de Luca Giordano e Sebastiano Ricci.
A partir do corredor direito, atrás da Arca da San Matthias abre-se uma passagem que nos leva ao Bem dos Mártires (1566), onde estão todas as relíquias dos mártires de Padova. Daí, chegamos ao Santuário de São Prosdocimo (uma pequena capela votiva), com uma decoração rica de mosaico e mármore, construída no final do séc. VI.
Horário de funcionamento: 7.30-12h e de 15.30-19.30h. Quando fui já estava escurecendo, mas falam que com a luz entrando por suas janelas, ela é ainda mais linda.

Pegamos um táxi e fomos para o happy hour na Piazza delle Erbe, pois aqui a tradição dos bacari (pequenos aperitivos), como em Veneza, também é forte. A praça estava lotada de pessoas elegantes, de todas as idades, com seus copos de plásticos de spritz (uma mistura de Aperol ou Campari, com soda e vinho ou prosecco) nas mãos. Fomos ao Bar Nazionale (número 41).
Com o coração apertado, retornamos ao hotel para pegar nossas bagagens e partimos para Veneza (meia hora de viagem). Fomos de Frecciargento, trem da 21.05h, com passagens compradas com antecedência, com deconto (tarifa MINI), no site da Trenitalia. O site é chato mas vi o passo a passo aqui, e fiz minhas compras sem problemas.
Em resumo, AMEEEEEEI muito PADOVA. E, acho que a cidade merece uma visita de 2 dias, pois há outras atrações que não conheci, como: o Orto Botanico, o Oratório de São Rocco e o de Santa Michele, o Duomo e o batistério, o observatório astronômico La Specola, o  Museu do Pré-Cinema, o Palazzo Zabarella, a Ponte San Lorenzo, os arredores do rio Brenta, a Chiesa di Santa Sofia, a Villa Pisani, etc, etc.
Um passeio que me pareceu incrível é o tour de barco de Pádua até Veneza, passando por várias por diversas villas maravilhosas. Ele pode ser feito pela Burchielo, com saídas de Pádua as quartas, sextas e Domingos, e de Veneza as terças, quintas e sábados. O preço é salgado: 40-75 euros.
Para quem tiver mais tempo para ficar na região, não deixe de olhar essa reportagem do NYT.
Mas, quem não tiver, faça como eu e passe ao menos um dia e uma noite nesta cidade fantástica.
Abs!!


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