Uma visita ao Louvre – parte 2


Estamos agora na belíssima Salle des Caryatides (sala 17, no Rez de Chausse da ala Sully, do Louvre). Este é o Departamento de Antiguidades Gregas, Etruscas e Romanas do museu. Lembram-se, chegamos aí pelo elevador C?


A sala em si é linda, com seu piso quadriculado, suas colunas e afrescos. Aí veremos diversas esculturas do período helenístico.
O período Helenístico (323-31 AC) foi a última grande era da história artística da Grécia Antiga. Com a morte de Alexander O Grande, o seu imenso império foi dividido em vários reinos, cada um com seus próprios interesses artísticos. Durante o segundo século AC, esses reinados perdem a sua independência politica e se tornam ligados ao Império Romano. Com isso os artistas gregos renunciam sua originalidade para satisfazer a demanda dos Romanos pela arte clássica.

Os destaques desta sala são:
A Hermafrodite dormindo (3-1 séc. AD), e ao seu lado As três Graças (a original foi da era Helenística, mas esta é uma cópia Romana da Era Imperial).

Outras obras:



 
Artemis (Diana) caçadora, conhecida como "Séville-Palatin" (1-11 séc DC)
Artemis (Diana) com uma corça, conhecida como Diana de Versailles (1-11 séc DC)
 
 
Héraclès (Hércules) e Télèphe
Daqui seguiremos para a Galeria Atena ou Melpomene com mais obras helenísticas. Nesta galeria eu acabei seguindo a ordem temporal inversa, pois fui correndo ver a Vênus de Milo (sala 16), mas não é aconselhável, você pode deixar a grande obra para o fim. De qualquer forma as primeiras salas da Galeria Atenas são bem sem graças (período pré-helenístico). Só ficando legal a partir da sala 12.


Bem, vamos nos deter demoradamente no nicho onde fica a famosa VÊNUS DE MILO.



A Vênus de Milo ou Afrodite de Melos (nome da ilha onde ela foi achada em 1820) é uma das ultimas obras originais da Grécia Antiga. A estátua foi quase certamente criada em torno de 100 AC, no estilo "Neoclássico" que era demais para o gosto dos Romanos. Há nela uma combinação do Clássico, em sua face impassível, com elementos realísticos do nudismo helenístico (note seu corpo cheio de curvas).
Vênus de Milo
 
 
Pela Galeria Atena:
 
Adorável!!
Athéna Parthénos, dita "Minerva com colar" (1-11 séc DC)
Como eles conseguiam produzir todos esses detalhes?
Minerva (450-330 AC)
 
Monumento funerário grego
Agora vamos seguir para sala 6, ou SALA DIANA, com diversos objetos do Pantheon de Roma. O destaque aqui é para as pinturas do teto da sala.
 
Foto da net
 
O próximo passo é dobrar a esquerda na ROTUNDA DE MARS e seguir para sala 18 (obras etruscas), para ver O Sarcófago dos Cônjuges (520-510 AC).
Foto da net
Foto da net
Daí, voltamos para a sala 23. Prestem atenção porque, como viram no mapa acima, todas essas salas são cheias de lindas pinturas.
Os destaques de cada sala abaixo:
SALA 23 – Estátua funerária em honra a Marcellus (20 AC) – foto ilustrativa do site do Louvre;
SALA 24 – Arte Romana do II período – A imperatriz Messalina (45 DC);
SALA 25 – Grupo imperial como Marte e Vênus (120-140 DC) – foto do site do Louvre.
 
SALA 26 – Diversos bustos Romanos
Essa foto é para vocês observarem a décor das salas, que no passado
foram os aposentos de Verão de Ana da Austria
Chegamos a SALA 30, com diversas obras romanas interessantes, mas destaque para a abaixo:

Vocês podem agora seguir em frente e visitarem as salas B e A, depois seguir para a Galeria Michelangelo. Mas, eu os aconselho a subirem a Escada DARÚ. Vou explicar por que:
Esse tour foi montado com o objetivo de seguir de uma sessão a outra, sem precisar ficar indo ao centro do museu, para mudar de ala. Quase "fundi a cuca" para montar um percurso lógico, mas consegui e deu nisso. O fato é que diferente da minha primeira vez no Louvre, com esse tour, me cansei menos e otimizei ao máximo o meu tempo.
 
O outro motivo para subir as escadas é ninguém mais, ninguém menos, que a Vitória de Samotrácia, também conhecida como Nice de Samotrácia.
A escultura representa a deusa grega Nice, e seus pedaços foram descobertos em 1863, nas ruínas do Santuário dos grandes deuses de Samotrácia. Acredita-se ter sido produzida entre 220 e 190 AC, em comemoração vitória naval de Rhodes. Apesar dos danos significativos e de estar incompleta, é considerada uma das grandes sobreviventes do período helenístico e um dos maiores tesouro do Louvre.
 
Da escada, o tour seguirá para a Galeria d'Apollon, que é linda, mas não imprescindível em uma primeira visita ao museu. Se vocês ainda não conhecem as obras italianas, aconselho a seguirem direto para lá, porque elas demandam tempo e energias.
Na escada, ao lado da escultura, vire à esquerda e sairá numa lindíssima rotunda que dá acesso Galeria d'Apollon, cuja decoração da sala é suntuosa.
 
A rotunda
 
 
Ela é famosa por seus tetos altos com lindas pinturas (quando visitei estavam em obra, snif!!). Hoje, a galeria que serviu de inspiração para a Sala dos Espelhos em Versailles, é utilizada para exposição de lindos objetos preciosos. Nela existem 41 pinturas, 118 esculturas e 28 tapeçarias. Adorei a visita.
 

Por hoje, pararemos aqui. Essa parte do tour leva cerca de 1h. No próximo, post visitaremos as obras italianas e a Galeria Michelangelo. Ando sem tempo, mas prometo em breve...



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