A Série Viagens: Lugares Secretos que Indico continua o passeio no Parque Nacional de Paracas, no Peru. Onde o mar e o deserto se encontram!!


Esse post é continuação do de Domingo passado. Agora adentramos a Reserva, um deserto que, contam, no passado foi coberto de água do mar. Sal e restos de conchas provam essa teoria. Segundo o guia, esse deserto vai do sul do Peru até o Chile, e é considerado o mais alto e seco do mundo.

 


a Reserva Nacional de Paracas foi fundada em 1975

 
 
 
 

Seguimos neste ônibus até a grande atração da Reserva, a Catedral, uma formação rochosa modelada durante 84 milhões de anos pela ação do vento e do mar. Parte do arco e da abóbada, infelizmente, foi destruída pelo terremoto que afetou a região de Pisco em Agosto de 2007.

 
 
 
 
 


o deserto é cheio de lagunas

 

parte do monumento que continua intacta



Uma das mais belas paisagens naturais que vi nesta vida!!

 
 
 
 


Pacífico

 
 

Daqui seguimos pelo deserto até a Playa Roja.
 


paradisíaca e única com suas areias vermelhas

 
 
 

Pertinho fica a praia de Lagunilla, onde estão concentrados os barcos dos pescadores e os restaurantes, aonde almoçamos. Peixe pescado na hora, ceviche e cervejinha. Para fazer a digestão, brincamos com os pássaros que abundam na praia. Eh, vida ruim!!
 
 

De volta a Chaco tivemos que esperar a hora do nosso ônibus para Lima. Demos mole, devíamos ter pegado o ônibus do início da tarde. Fica a dica!!
 
Para passar a hora, fomos até a praia de Paracas, onde havia uma feirinha de artesanato. Então, Pisco Sour para dormir no ônibus.
 
Sobre Paracas
 
Paraca, palavra do idioma quíchua, significa chuva de areia. Isso porque a região é castigada por fortes ventos alísios. Esses ventos se intensificam rumo ao norte, levando junto a fria corrente do Peru, ou de Humboldt.
 
 
Em 1925, o arqueólogo peruano Julio C Tello e um colega descobriram a península, e lhe deram o nome de Cabeza Larga, devido aos crânios humanos deformados que jaziam semienterrados no deserto. Tratava-se da antiga civilização Paracas, que existiu entre 1000 e 200 AC. Os paracas não tinham linguagem escrita, portanto não sabemos por que eles deformavam crânios. Na verdade pouco se sabe sobre a cultura Paracas, exceto que ela foi influenciada pela cultura Chavin, que deu origem a todas as culturas do Peru.
 
Em suas escavações, o arqueólogo encontrou uma necrópole com mais de 400 múmias colocadas separadamente em cestos e envoltas em mortalhas de cores  vivas, extremamente luxuosas, com bordados mágico-religiosos. Essa era a forma de escritura dessa cultura. Exemplares dessas mortalhas podem ser vistos no museu local Julio C Tello.
 
 
 
Fico por aqui By!!


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