A Série Viagem: Lugares Secretos que Indico visita o lado B de Carcassone
Carcassone é composta pela Cité médiévale, a parte murada (Património Mundial pela UNESCO) e a Bastide St. Louis (Ville basse=a parte baixa).
Um amigo, recentemente, me perguntou se valia a pena conhecer a Bastide. Não só vale, como é necessário. Bem, resolvi fazer esse post para vocês, e vou já me explicar.
A primeira,
e mais importante, dica é que você deve passar ao menos uma noite em Carcassone, já que quando escurece ela fica linda e misteriosa.
Para conhecê-la basta um dia, mas comece cedo. No fim da manhã e início da tarde as hordas de turistas invadem a Cité. Faça assim: vá a Basilique St-Nazaire que abre às 8h, dê a volta entre as muralhas, visite o castelo (Château Comptal = cerca de 2h de visita) que abre às 10h e, então, fuja da Cité. Vá explorar a Bastide St. Louis. A tarde volte para ver as lojas e passear intramuros.
Vem comigo que te mostro como...
Você pode sair pela Porte Narbonnaise, pegar um ônibus (linha 4) até a estação e fazer daí, a pé, o percurso de volta (cerca de 2km). Ou você pode sair pela Porte d’Aude e seguir, a pé, até a estação.
Neste caso, na volta, desça do ônibus perto da Pont Vieux, pois no
fim tarde o sol está mais favorável para
as fotografias, e, ademais, você irá explorar
a rue Trivalle. A subida pela
rue Trivalle até a Cité é
tranquila, mas nem pense em seguir o caminho que leva a Porte
d’Aude. Uma pirambeira de matar!!
A Bastide Saint Louis data de 1262, quando àqueles que viviam na Cité foram autorizados a construir uma nova cidade baixa.
Vamos ao tour a partir da estação
1 - Jardim
do Calvário
2 - Capela
de Carmem
3 – Saint-Vincent
4 - Place Carnot
5 - Hôtel Besaucèle
6 – Hôtel Roux d’Alzonne
7 – Halles
8 - Casa de Joë Bousquet
9 – Musée des Beaux Arts
10 - Casa de Senescal
11 - Hôtel de Roland
12 - Hôtel de Murat
13 – Saint-Michel
14 - Portail des Jacobins
15
- Notre-Dame de la Santé
Voltinha (A-B) as margens do histórico Canal du Midi, outro Patrimônio Mundial da UNESCO, fundado há mais de três séculos por Pierre-Paul Riquet para ligar o Atlântico ao Mediterrâneo.
Igreja Saint-Vincent (D): rue Albert Tomey; aberta somente nas manhãs de quinta e sábado.
Na Ville basse há diversas lojas e boutiques bacanas que veremos ao longo desse tour. As principais ruas de comercio são a rue de Verdun, a rue Albert Tomey, rue Georges Clemenceau/rue Courtejaire e a rue de la Liberté.
B - L'Als Assiette (29
rue Armagnac) – restaurante com decoração rústica e comida
da região da Alsacia.
C - Esprit de Sel (10 rue de la
Republique) - com sabonetes L'Occitane, fragrâncias e produtos de beleza, joalharia, bolsas chapéus e outros acessórios de moda bacanas.
D - Comptoir des
Tisseurs (25 rue de la Republique) - loja
fofa de decoração.
E - Chapelle des Dominicaines (17 rue de Verdun) – no momento com a exposição de fotos "CARCASSONNE
VILLES MEDIEVALES (free/de 10-12:30h e de 14-18:30h).
F
- Musée des Beaux Arts
O Musée des Beaux Arts abriga
uma coleção de pinturas e outras
artes plásticas e é também a biblioteca
da cidade. Às vezes há pequenas
exposições.
Na rue Aimé Ramon e na rue
de Verdun há diversas mansões históricas que veremos agora.
Hôtel
de Murat (século XVIII) - 5 rue Aimé Ramond
Pertenceu à família de
magistrados de Murat. Foi confiscada pelo
Estado em 1792, e tornou-se sede
episcopal de 1826 a 1906. Atualmente abriga a Câmara de Comércio e Indústria. Há uma fachada
bonita com vista para o pátio e uma
grande entrada de carro na rua.
Hôtel de Rolland (representativa da arquitetura
do século XVIII) - 32 rue Aimé Ramond (G)
Construída entre
1746-1761 por Jean-François
Cavailhès. Foi, então, comprada,
em 1815, pela família Rolland, e a ela permaneceu até 1924. É agora a Câmara
Municipal. A decoração esculpida da fachada e a escadaria é monumental.
Halle
au Grains na Place Eggenfelden (H)
Bacana,
esse o antigo (1768) mercado de grãos com suas colunas de pedra e telhado de madeira! Em frente, fica a Inthérieur 13 (13 rue Chartran), uma loja de décor e design muito chique.
Maison
du Sénéchal (século XIV) - 70 rue Aimé Ramon (I)
Fachada bonita e portal
em arco.
Capela e Colégio dos Jesuítas (J)
Com edifício de 1667, esta capela foi
restaurada em elementos barrocos e torre octogonal. Em 1623,
graças aos esforços dos bispos do início
do século XVII, criou-se uma
faculdade neste local.
Hotel Besaucèle - 87 rue de Verdun (K)
Guillaume Besaucèle, pertencente
a uma família de oficiais de
justiça e eclesiásticos, comprou
este prédio no século XVIII, e nela ele conduziu uma empresa têxtil até sua morte em 1781. Lindo
jardim erguido no pátio.
Hôtel Bourlat - 81 rue de Verdun
Construído
no início do século XVIII por Guillaume Bourlat. A fachada, simples, é típica das casas desta rua, assim
como a grande porta em arco e o corredor que se
abre para um belo pátio fechado.
Destaque para a escadaria com ferro forjado.
Hôtel Roux Alzonne
- 73 rue de Verdun
A maior
parte da construção parece ser do fim da
Idade Média ou do início do século XVI. Do Renascimento ao século XVIII, vários membros da família Roux foram
seus proprietários. Em 1743, ela foi vendida para David Roch de Fajeolle, um comerciante.
Em 1921, a mansão tornou-se o primeiro
colégio público feminino de Carcassonne, chamado Andre
Chenier.
La Ferme fromagerie (55 Rue de Verdun) (L)
Place Carnot
Esta praça animada é o
lugar de encontro de Carcassonne. E, às terças, quintas e, especialmente, nas
manhãs de sábado, o mercado de flores, frutas e legumes ‘ferve”.
Lugares
indicados:
Para
almoçar:
este
aqui.
Para
beber o fantástico Minervois (vinho rose), o Chez Felix é o mais popular.
Para um chocolate quente vá ao Carnot
(11 Place Carnot).
Cathedrale Saint Michel
Igreja gótica típica
do Languedoc, ela se tornou uma
catedral em 1803, e foi restaurada
pelo duque de Viollet depois do incêndio de
1849. É a catedral de Carcassone, mas dizem que a Basilique St-Nazaire é mais bonita.
Não conheci por dentro, pois estava em obra. Aberta de 8-12h e de 15-19h.
Le
Portail des Jacobins (século
XVIII)
Último vestígio dos quatro portões
das muralhas (construídas 1355-59) que cercavam a cidade baixa. Esse é uma reconstrução, de 1779,
em seu local original. No seu lado
direito há uma parte original.
Em 1728, um legado de Guillaume IV Castanier permitiu
a construção de um Hôtel-Dieu. As salas
no térreo eram dispostas em cruz
grega, cujo centro era a capela,
o que permitia que os pacientes acamados
assistissem às missas. Em 1977, quando o hospital foi destruído, só restou a cúpula coberta e o portão da rue Georges
Brassens.
Na
entrada da ponte, está a chapelle
de Notre-Dame de la Santé que
é o único remanescente do hospital mais antigo da cidade. Data de 1697, mas sua obra
teve início em 1527, a época da grande peste.
Pont Vieux
É uma ponte medieval típica do
século XIV, que foi a única ligação entre a Bastide e a cidade
medieval até o século XIX. É daqui que tiramos as melhores fotografias da silueta da Cité.
Se possível vá à hora do por do sol. Todavia,
confesso que as imagens mais bonitas que vi da cidade medieval foram da ponte nova, que é só para carros.
Pelas
ruas
A rue Trivalle, cheia de bares, restaurantes e lojas.
Em suma, a Ville basse é agitadinha, limpa, e a sua arquitetura é bacana.
Mas, o que mais me encantou foi o “savoir vivre” dos locais na Place Carnot, e as lojas em geral.
Vale a visita. Mas se você vai também a outras cidades do sul da França, e resolver descansar, namorar, whatever, nesta tarde, não digo que será um pecado.
Fui!!









































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