#MuseumWeek 2018: a Alte Nationalgalerie (Antiga Galeria Nacional), em Berlim


Pessoal, essa semana está rolando a Museum Week 2018, e escolhi falar sobre a Alte Nationalgalerie (Antiga Galeria Nacional), um dos melhores museus que visitei recentemente em Berlim. Esse museu, que faz parte da Ilha dos Museus, é riquíssimo em pinturas e esculturas europeias do século XIX.




Dois lances de escada conduzem ao edifício, e no centro há uma estátua de bronze do rei da Prússia Friedrich Wilhelm IV montado em um cavalo. Nela, há quatro figuras que representam a religião, as artes, a história e a filosofia.




Na frente do prédio há uma fonte e algumas esculturas, tudo rodeado por uma magnífica colunada .




A Alte Nationalgalerie foi criada em 1861, a partir da doação de um acervo de 262 obras de arte pertencentes ao banqueiro Joachim Wagener. Inicialmente ocupou as salas da Academia de Arte em Unter den Linden, mas, em 1876, sua coleção foi transferida para um prédio na Ilha dos Museus.




Em três andares estão expostas obras que representam o Neoclassicismo, o Romantismo, o Impressionismo, o Simbolismo, a Art Nouveau, a arte Bidermeier, e o início do Modernismo. Um show com excelente curadoria!


No primeiro piso são expostas as pinturas de Adolph von Menzel, incluindo “A sala da varanda” e “Moinho de ferro”, além de outras que retratam a história da Prússia.




Paralelamente, são exibidas esculturas de Johann Gottfried Schadow, Berthel Thorwaldsen, Antonio Canova, Ridolfo Schadow, Reinhold Begas, Adolf von Hildebrand e Constantin Meunier.



Canova

Adolph Friedrich von Menzel, “Concerto de Flauta de Frederico, o Grande”






Adolph Friedrich von Menzel
Adolph von Menzel, "Cíclopes modernos"











O segundo pavimento é dedicado ao Impressionismo, com seu jogo de luzes e obras-primas de Edouard Manet, Renoir, Monet, Degas e Paul Cézanne. Além de pinturas do século XIX de autores como Hans Thoma, Anselm Feuerbach, Arnold Böcklin, Hans von Marées, Wilhelm Leibl, Wilhelm Trübner, uma extensa coleção de peças de Max Liebermann, e por fim as belíssimas esculturas em mármore de Auguste Rodin.



















Monet




Renoir




"A Ilha da Morte" de Arnold Böcklin (pintura a óleo, 1883)
Fritz von Uhde
Auguste von Kloeber

No terceiro piso estão expostas a obras da era de Goethe, com as paisagens de Jakob Philipp Hackert, os retratos de Anton Graff e seu círculo, incluindo artistas alemães que trabalhavam em Roma, os chamados Nazarenos: Peter Cornelius, Friedrich Overbeck, Wilhelm Schadow e Philipp Veit. Os afrescos decorativos, executados pela Casa Bartholdy de Roma, constituem uma das mais belas séries da época.




Caspar David Friedrich, “Ruínas de um mosteiro sob a neve”

Em duas salas são expostas obras do Romantismo, com pinturas de todas as fases de Caspar Friedrich, uma coleção de Carl Blechen, retratos de Philipp Otto Runge e Gottlieb Schick, paisagens de Joseph Anton Koch e Carl Rottmann, e a arte Bidermeier de Eduard Gaertner, Johann Erdmann Hummel, Carl Spitzweg, Ferdinand Georg Waldmüller, entre outros.












Horário de funcionamento: abre todos os dias, com exceção de segunda-feira, das 10 às 18h, e as quintas, fica aberto até as 20h.


Pode-se comprar o ingresso no site do museu ou pode-se optar pelo “Bereichskarte”, que dá acesso a todos os museus da Ilha dos Museus e é válido por dia. O que indico é que usem o “Museum Pass Berlin”, que é válido por 3 dias consecutivos e dá acesso a dezenas de museus.


Uma dica: só se entra nele com hora marcada. Na baixa temporada, é possível agendar na hora, mas, sobretudo, na alta, indico que agendem a visita previamente no site. Quem tem o “Museum Pass Berlin” pode fazê-lo sem gasto extra.


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Café Viagem – Alemanha – Museu da Mercedes-Benz em Stuttgart
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Aquele abraço!!

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