A Série Lugares Secretos que Indico visita o Castelo de Pelişor, em Sinaia, Romênia


O Castelul Pelişor (= Pequeno Peles) é parte de um complexo composto, entre outras construções, pelo Castelo de Peleş. Foi construído entre 1899 e 1902, por ordem do rei Carlos I da Romênia, para servir de residência de verão ao seu sobrinho e herdeiro, o príncipe Fernando de Hohenzollern-Sigmaringen. Pelişor foi projetado no estilo Art Nouveau por Karel Zdeněk Líman, arquiteto tcheco que foi um dos responsáveis pelas obras no castelo de Peleş.

O irmão mais novo do castelo mais consagrado do país, o Peleş.
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Paralelamente ao Castelo de Peleş e ao Pelişor, o complexo é composto pela Casa dos Cavaleiros, a Casa da Guarda, a Casa dos Arquitetos e a Casa do Jardim.





O edifício apresenta externamente elementos de "Fachwerk" associados a elementos romenos, que dão ao edifício uma nota alegre: as duas torres cobertas com azulejos coloridos de arenito, como as torres da igreja de Bucovina.



Ele não é tão impressionante quanto o Castelo de Peleş, mas o Pelişor tem um ar específico e é muito charmoso. Não deixe de visitá-lo, gasta-se cerca de 3-4 horas para se conhecer essas duas joias romenas.



História

O castelo foi construído a pedido do rei Carol I, como residência de verão para o seu sobrinho e herdeiro Fernando de Hohenzollern-Sigmaringen, o futuro rei Ferdinand, e sua esposa Maria, a princesa de Edimburgo. Fernando e Maria tiveram quatro filhos: Carol (mais tarde rei Carol II), Elizabeth (rainha da Grécia), Marioara (rainha da Iugoslávia) e Nicolae.


Após a abdicação do rei Miguel I, o castelo foi fechado por ordem das autoridades comunistas e os bens patrimoniais foram inventariados. A maior parte das coleções de pinturas, mobiliário, tapeçarias, peças de arte decorativa e livros foram transferidos para o Museu Nacional de Arte, em Bucareste. Em maio de 1948, outras peças ficaram sob custódia de várias instituições culturais em diferentes cidades da Romênia, como Bucareste, Brașov e Sibiu. A partir de 1953, o castelo foi transformado em albergue para escritores, artistas e músicos aceitos pelo regime comunista. Em 1975, todos os edifícios do complexo real foram fechados em virtude do estado de conservação.

O Pelişor foi aberto ao público em fevereiro de 1993, tornando-se o único museu Art Nouveau da Romênia.


Internamente, seus 99 aposentos foram decorados pelo vienense Bernhard Ludwig, mas sofreram diversas intervenções pela rainha Maria. A monarca considerava o Art Nouveau uma arma contra o historicismo estéril e combinou-o com elementos bizantinos e celtas, criando um estilo pessoal que pode ser notado em todos os ambientes do castelo. Ademais, Maria entendeu a necessidade de incluir a função "nacional" na residência real, usando assim elementos tipicamente romenos.





Principais ambientes

Salão de honra é inspirado no hall central da Cliveden House, ele possui entrada inteiramente revestida por painéis de carvalho e encimada por uma grande claraboia. Nesse ambiente encontra-se o retrato da rainha Maria, pintado em 1924 por Philipp Laszlo.

Apartamentos do rei Fernando I: Composto por um dormitório e um gabinete de trabalho. O escritório foi decorado com móveis em estilo neorrenascentista pelo alemão Martin Stöhr. Sua mesa de madeira de nogueira é esculpida em três lados, mostrando os castelos Peleş, Pelişor e Foişor.



Quarto dourado: Decorado com peças executadas a partir de 1909, nas Oficinas de Artes e Ofícios de Sinaia (escola fundada pelo rei), desde desenhos feitos pela rainha Maria. Esculpidos em madeira de tília dourada, os móveis exibem entrelaces inspirados na arte celta e elementos zoomórficos bizantinos.



No escritório da rainha, você encontrará uma lareira romena típica e uma combinação de elementos bizantinos e Art Nouveau. Os móveis foram esculpidos com os símbolos de Maria: o lírio e a cruz.





Salão dourado: Totalmente ornamentado desde projeto da rainha Maria, com murais decorativos em estuque dourado modelado em ramos cardo, teto abobadado com uma claraboia onde se destaca a figura de uma grande cruz celta sobreposta ao disco solar, mobiliário dourado decorado com animais fantásticos da mitologia celta-escandinava e vitrais multicoloridos que difundem a luz. Foi neste aposento que a rainha Maria morreu, em 1938, coberta de folhas de cardo - símbolos da Escócia, sua terra natal.




O Castelo Pelişor revela, através de sua decoração interior, a personalidade romântica, misteriosa e ousada, promotora de uma nova e incomum arte da rainha Maria.








O interior, decorado com móveis vienenses do início do século XX e artigos de vidro Tiffany, reflete o estilo pessoal da rainha.




Uma combinação dos estilos Art Nouveau, Romeno, Bizantino e Céltico.








Destaque na decoração são os elementos romenos, especialmente do vale de Prahova, todos da arte de 1900.






Os períodos mais importantes da decoração interna foram entre 1902-1903 e 1925-1928.



Você pode passear por este castelo sem participar de um tour guiado, mas eu não recomendo. O tour fornece muito mais informações sobre sua história e a da família real. Por exemplo, você vai saber que Ferdinando e Maria não se davam muito bem e que ela tinha um amante, Barbu Știrbey, que se acredita ser o pai dos dois filhos mais novos.

Horário de funcionamento:

Quarta-feira - das 11h às 16:15h
Quinta-feira - das 09:15h às 16:15h
Sexta-feira - das 09:15h às 16:15h;
Sábado - das 09:15h às 16:15h
Domingo - das 09:15h às 16:15h
Segunda e Terça-feira: fechado

Entrada:

Tour básico (Térreo + Primeiro Andar - 45 min.): 20 RON. Exposições temporárias: 6 RON.

Dica de hoje dada. Abração!!

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