Castelo de Peleş, o mais impressionante e famoso da Romênia (Parte 1)


Oi, pessoal! Como vocês estão?!? Hoje, vou falar sobre a Transilvânia, um lugar que como vocês sabem estava nos meus planos faz tempo. Ano passado, finalmente, tive a chance de conhecer o Castelo de Peleşum castelo-palácio situado em Sinaia, na região histórica da Munténia. Claro que, por enquanto, não podemos sair viajando pelo mundo, mas ficam as dicas para vocês irem sonhando com esse lugar misterioso, romântico e idílico com toda a beleza das montanhas dos Cárpatos ao fundo.... suspirem!!!




Grande aura de mistério!!





No sopé das montanhas Bucegi.






  





Seu estilo arquitetônico é uma mistura de inspiração romântica e de neorrenascença com gótico revivalista, similar ao Castelo de Neuschwanstein, na Baviera.



A decoração do interior apresenta influências, sobretudo, barrocas com madeiras pesadas muito esculpidas e tecidos requintados.





A torre principal tem 217 pés de altura.




Estátua imponente do rei Carlos I, o primeiro rei romeno, do escultor florentino Raffaello Romanelli.




Apesar de ser conhecido como castelo, Peleş é um palácio, tanto na forma como na função.





Em minha opinião, se você tiver tempo de conhecer somente um dos castelos da Romênia, desista de Bran (o castelo do Conde Drácula) e visite o Peleş.




Verdadeiramente impressionante!!





Nos sete jardins, de estilo italiano neorrenascentista e com terraços cênicos, há numerosas esculturas, a maior parte em mármore de Carrara e da autoria de Raffaello Romanelli. Nos jardins há também fontes, urnas, escadarias sinuosas, leões da guarda com cara de pedra, caminhos em mármore e muito mais.








Rainha Elisabeth, que era muito inteligente e culta. Ela desenvolveu projetos significativos nas áreas da saúde e da educação. Ademais, foi uma grande escritora, tendo produzido trabalhos de vários tipos sob o pseudônimo de Carmen Sylva.








O Peleş é um destino muito popular para visitantes romenos e estrangeiros, então pode ser um desafio tirar fotos sem outros turistas ao fundo. Minha dica é: se você tiver com companheiros de viagem, deixe um esperando na fila para comprar ingressos, enquanto os outros curtem os jardins com calma.





Pátio interior




Clara influência saxã





Pinturas murais alegóricas e enxaiméis ornamentados similares aos que se vêm nas casas alpinas do norte da Europa.






História do Castelo:

O rei Carol I de Hohenzollern-Sigmaringen, uma dinastia dominante alemã, visitou esta área pela primeira vez em 1866 quando se apaixonou por essa majestosa paisagem montanhosa. Em 1872, a Coroa comprou 5 quilômetros quadrados de terra perto do rio Piatra Arsă, nomeando-a “Propriedade Real de Sinaia”. Então, o rei romeno decidiu pela construção no local, com suas próprias finanças, de uma residência de verão. Ele recebeu três planos de projeto, mas os rejeitou, pois eram cópias de outros castelos da Europa Ocidental. O plano escolhido acabou sendo o do arquiteto alemão Johannes Schultz.

Seu design final combina uma sensação rústica de um pavilhão de caça com a elegância de um castelo saxão, graças a uma influência maciça da rainha Elisabeth, que nasceu na Alemanha. Como arquitetos, designers, pedreiros, engenheiros e carpinteiros foram trazidos de toda a Europa para trabalhar nele, o castelo ao fim é um misto de muitas influências de todo continente... Quase uma Babel de estilos!

O custo do trabalho no castelo foi estimado em 16.000.000 leus romenos em ouro (mais de US$ 120 milhões hoje). O rei Carol I e a rainha Elizabeth moraram na Vila Foişor, nas proximidades, durante a sua construção.

Por anos, o Castelo de Peleş permaneceu nas mãos da família real. Até que, na manhã de 30 de dezembro de 1947, Groza, o primeiro ministro pró-soviético da Romênia, encontrou-se com o rei Michael I e o chantageou a abdicar - ou 1.000 estudantes presos, apoiadores da monarquia, seriam executados. Michael foi forçado ao exílio e suas propriedades foram confiscadas. Durante a ditadura de Nicolae Ceausescu, o castelo serviu de acomodação para líderes globais que visitavam a Romênia. Ele foi declarado museu em 1953. Ceaușescu, que não gostava muito do castelo, o declarou, em 1975, "Área de Interesse do Protocolo do Estado". Em 1990, após a queda do regime comunista, no ano anterior, os castelos de Peleș e de Pelişor foram reabertos ao público.

Com seu fascínio majestoso e charme romântico, o Castelo de Peleş tornou-se uma interessante locação para histórias de amor com finais felizes. É certo que qualquer cinéfilo se lembra do filme “A Princess For Christmas”, de 2011. Quem anda não o viu deve fazê-lo antes da viagem ...




Trata-se de um romance natalino onde a convite do sogro de sua falecida irmã, uma jovem americana viaja com sua sobrinha e sobrinho para um castelo na Europa. Ela encanta a todos com sua gentileza e conhecimento de arte, incluindo um próspero Príncipe... O elenco conta com Katie McGrath, Roger Moore e Sam Heughan (sim, o Jamie Fraser de Outlander), além de alguns atores romenos, Razvan Oprea, Oxana Moravec e Madalina Anea.


Outros filmes feitos no castelo foram: “Royal Matchmaker (2018)”, “A Christmas Prince: The Royal Wedding”, “The Brothers Bloom” (2008), “Wild Carpathis” (2011), “Carol I” e “Roxanne”.

Continuamos a visita no próximo post...

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