Dicas de restaurantes, bares e cafés em Budapeste


Em Buda, na área do castelo, lá no fim, entenda-se depois do Hilton Budapest, você encontrará o fabuloso Café Pierrot. Endereço: Fortuna u 14. Aberto: seg-dom de 11-00h. Não me lembro, se parei aí seguindo o meu feeling, ou se tinha lido alguma indicação, by the way, adorei. Chegamos quase às 3 da tarde e estava super cheio, mas deu para entrar sem reserva. Ambiente acolhedor, excelente atendimento, comida e sobremesas muito boas e carta de vinhos ampla. Resumindo, um achado. Razoavelmente caro para os padrões de Budapeste, mas como a cidade é barata, nada que não se possa pagar. Não fotografei, fim de viagem vocês sabem como é. As fotos abaixo são da internet.




A segunda dica é o Fausto, na esquina da Kyraly utca com Székely Mihály utca. Lembro, que tinham um esquema de preço fixo, all you can eat com bebida, inclusive alcoólica incluída. Isso mesmo, all you can drink, até cair, rsrs. O preço no jantar era bem carinho, mas para almoço, acho que eram 55 reais por pessoa. Ótimo, considerando-se que se come muito e bem. Tomei um drink elaborado de entrada e depois, 2 taças de um bom vinho (não recordo qual). Ao final, o garçom insistiu que provássemos ao menos uma das diversas sobremesas, mas sério não dava, ficamos no café expresso e biscoitinho. Desse restaurante não tinha visto nenhuma indicação, simplesmente segui meu faro e entrei. Agora, pesquisando, vi que é super bem conceituado. Então, não deixem de ir para um almoço de fim de tarde e drinks de inicio de noite. Acho que cheguei cerca de 16.30h e o preço mudava para tarifa de jantar às 17h, saímos quase 19.30h e pagamos menos, mas nem foi golpe, não conhecia o esquema. Infelizmente, também, esqueci-me de fotografar, mas lembro de que havia uma mesa enorme com acepipes fantásticos, uma mesa de sobremesas, uma mesa de pratos quentes, fora o que se solicitava ao garçom, e este trazia a mesa (as massas são o forte, mas comi carne). Ambiente e decoração rebuscada e elegante, como os frequentadores. SUPER INDICO essa farra gastronômica!
As próximas indicações são na badalada Liszt Ferenc tér. Essa rua é típico lugar que eu curto, não é turistona, e sim um point dos locais. Uma noite jantei no Café Vian, muito legal, frequência fashion e animada. Ficamos nas mesinhas do lado de fora, pois estava lotado, mas não estava tão frio, e tinha aquecedor e mantinha paras pernas. A comida estava boa, mas não divina. Bons drinks, e vale pelo agito. Quase ao lado fica o Menza, onde almocei muito bem. Há, ainda, o Café Menza, com doces bonzinhos e sanduíches deliciosos (ideal para tomar café da manhã).   
Café Menza - Liszt Ferenc tér 2
Menza restaurante - Liszt Ferenc tér 10
Café Vian- Liszt Ferenc tér 9


Essa foto, eu bati cedo, cerca de 20.30h, fui então passear na Broadway, e só voltei para o restaurante às 22h. Estava o maior frenesi nessa região. O curioso é que, diferente da maioria dos lugares da Europa, no leste europeu, as pessoas jantam tarde. Adorei isso, detesto essa história de restaurante fechar as 22h.
Também, segui a dica da Paula e do Fred do Filigrana e fomos jantar no  Restaurante Dunacorso, na Vigadó tér (tér=praça), perto de Erzsébet tér, as margens do Danúbio. Esse ponto de Peste é bem legal para se fotografar o castelo ao longe. No restaurante, tem música cigana e os músicos são super simpáticos, batemos altos papos, pois 2 deles já tocaram em Porto Alegre. Quanto à comida, bem mais ou menos e o ambiente como um todo é muito turistão para o meu gosto. Enfim, não voltaria.


Dunacorso de dia



Mas, o visual perto do restaurante é lindo


Nessa mesma localização, as margens do Dánubio, também, almoçamos no Ambassador Terasz (indo do Donucorso em direção ao Intercontinental). A comida estava gostosinha, mas o mais legal foi o watching people que desfrutei da mesinha da calçada. Fora a bela vista do Danúbio e de Buda.
Jantei ainda em um restaurante barco no Danúbio, no meu último dia de Budapeste. Esse ninguém me indicou, mas era a despedida da city, e deu vontade de fazer um programa turístico. O restaurante me surpreendeu, pois a comida (especialidade frutos do mar) estava muito gostosa, assim como a sobremesa. O ambiente é bem requintado, e o atendimento eficiente. Por incrível que pareça, eu recomendo-o, gostei muito mais dele que do Donucorso. Mas, vejam bem, foram experiências diferentes, porque no Donucorso tive a oportunidade de provar pratos húngaros típicos (e toma lhe de páprica!). Sobre a páprica, peçam os pratos com páprica doce, que é a que arde menos; ela não é doce, e sim suave, mas fala-se sweet.


No dia que fui ao Donucorso, na volta para o AP, descobrimos na Deak Ferenc utca, esse bar maneirosíssimo, e paramos para um drink de fim de noite. Ele fica em frente ao Meridien. Recomendo; muito legal o ambiente. Nesse mesmo local, durante o dia, existem várias barraquinhas que vendem de maravilhosos marzipãs até lindos artesanatos. E, em uma rua paralela fica o famoso restaurante Cyrano, considerado um dos melhores da cidade. Não fui, pois deu a louca e fomos para o Spoon.



Quanto aos Cafés, Budapeste também possui os seus tradicionais. Mas confesso que para quem, como eu, chega de Viena, os mesmos são desprovidos de grandes encantos gustativos. Fui a apenas alguns, pois logo no primeiro, e super bem reputado, me decepcionei.


Onde fui:


Café Angelika– fica do outro lado do Danúbio, em Buda, mas não na região do castelo. Ele está localizado em uma região chamada Víziváros, que vale muito a visita, principalmente pela belíssima igreja Budai Református Egyházközség (Szilágyi Dezső tér 3). Reparem no visual do parlamento todinho de frente para o café. Dizem que o lugar também é bom para almoço (comida típica), e que noite é bem agitado no verão. Comi um sanduiche, uns doces típicos e café melange ... bom!
Endereço: Batthyány tér 7. Estação: Batthyány tér (M2, linha vermelha). Fica ao lado da igreja de Sant’ Anns (que merece muito uma visita). Aberto: Abril-Outubro: 9-24h; Nov- Março: 9-24h.



Para saberem tudo sobre esse passeio alternativo em Budapeste, antes de embarcarem, não deixem de visitar: http://www.budapest-tourist-guide.com/sights-in-buda.html#churchofstanne

Café Ruszwurm - desde 1827 - este fica na região do castelo, próximo a Mátyás Templom. Famosíssimo (preferido da Sissi) e considerado um dos melhores da cidade. Ambiente tradicional, como uma casa de chá, frequentada por idosas chiques. Odiei o atendimento que foi lentíssimo e não gostei nadinha dos doces. Não recomendo!

Endereço: Szentháromság utca 7. Horário: seg-dom: 10h00-19h00. Estação: Szentháromság tér. 

O Café Gerbeaud (Vörösmarty tér 7, aberto de 9-21h) é o mais tradicional e dizem a melhor confeitaria da cidade. No entanto, eu não fui.

Vídeos na praça, sempre animada, onde ele fica:





Para ver os outros cafés tradicionais, clique aqui. 

Café da manhã:

No dia que fiz o tour do parlamento, fui no primeiro horário, pois apesar de ser baixa temporada, só é possível entrar nesse horário. A outra opção é ficarem horas na fila, e comprar ingresso para o dia seguinte. Eles não vendem ingresso na internet, só na bilheteria (NECESSÁRIO APRESENTTAR O PASSAPORTE). Bem, madruguei lá, e a ideia era pegar o ingresso e ir tomar café no Museu Etnográfico, em frente. Mas, ele estava fechado, então segui a rua e achei a esquerda um lugar bonitinho, onde tomei um excelente café da manhã. O local é frequentado pelos húngaros que estão a caminho do trabalho. Fica logo inicio da Falk Miksa utca. Essa é uma boa DICA!!


Na esquina do lado do InnerCity (meu AP/hotel), tem um café sensacional e badalado. Chama-se Spinoza Café, tudo aí é delicioso, e o cheirinho se espalha pela rua. As sextas, tem concerto de 19-20h. Endereço:Dob utca 15. Estação: Astoria. Café da manha a partir das 8h.
Um dia, eu fiz um programa turistão, visitei o Gellért Baths, mas fechei um pacote com café da manhã no Café Eszpresszó, no neoclássico Gellért Hotel (construído de 1912-1918). O café é muito bem servido, em ambiente requintado, com direito a uma taça de champanhe. Foi bem interessante, pois os hospedes do hotel estavam por lá tomando o seu café. Do banho em si, não gostei muito, achei meio mal preservado, gostei mais do Széchenyi Bath, pelo menos por fora, pois neste não cheguei a entrar. Mas, mesmo assim vale a visita. UM DETALHE: vocês lerão em diversas fontes que o esquema de guarda pertences é complicado, aí, mas não é nada complicado, basta pegar sua chave e pronto. Você não leva nada para as piscinas, mas se quiser é só voltar ao banheiro. Veja aqui sobre as regras nas termas.

Ao saírem do Gellért, não deixem NUNCA de visitar a Cave Church, ao lado.  
Sobre o café da manhã no hotel (7-10h), veja aqui.
Outras dicas:

Budapeste merece no mínimo 3 dias de visitação, fiquei 4, e não vi tudo que gostaria. Por exemplo, não fiz o passeio do trem conduzido por crianças (veja aqui e aqui. Fiquem uma semana se puderem, e uma dica é irem na semana em que a Formula 1, aí se hospeda.

É um grande erro tentar fazer Buda, Viena, Praga, Berlim e Amsterdam em uma mesma viagem. Todas essas cidades têm muito a ver e fazer, então façam Buda, Viena e Praga em 20 dias e dediquem outra viagem de 20 dias para Amsterdam e norte da Alemanha. Também, acho que Salzburg, na Áustria, se faz com a região da Bohemia Alemã (rota romântica e Munique).

Uma SUPER DICA final, comprem em suas viagens o TOP 10 da Eyewiness Travel (dicas de passeios diários), esse mini guia de bolso é tudo, e existe para várias cidades. A PubliFolha, também possui um série chamada Guia de Passeios, com roteiros para explorar as cidades a pé. Usei o de Veneza e Paris e foi PERFEITO.

Jó utat!

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