Lisboa: um roteiro passo a passo pelo Bairro Alfama (parte 1)
Alfama é um dos bairros mais característicos de Lisboa, e (ou por isso) um dos poucos que não foi destruído pelo terremoto de 1755. Com flores, casinhas coloridas, roupas no varal, explorar a suas ruas íngremes é um dos melhores programas que se pode fazer na capital portuguesa.
Abaixo pretendo dividir com vocês um roteiro para não se perder nenhum dos encantos dessa região. Esse roteiro pode ser feito em uma manhã ou uma tarde. O meu conselho é que o conjuguem com um tour pela Graça e a visita ao Castelo. O melhor então é começar pela Graça, e seguir o passeio descendo. E, quem puder deve fazer esse passeio em um sábado ou terça-feira para conhecer a Feira da Ladra (8-16h).
Bem, vamos, então, começar o nosso roteiro desde o Castelo de São Jorge. Siga a Rua do Chão de Féria, vire à direita para a Travessa do Funil, passe o Largo Contador Mor, e depois vire a direita na Rua de Santiago.
Na primeira à esquerda vai encontrar a Rua do Limoeiro, e vê de imediato do outro lado da estrada o Miradouro de Santa Luzia e a Igreja de Santiago.
Esse foi um dos mirantes que mais gostei em Lisboa, pois parece um varandão antigo. Isso sem falar nos painéis de azulejos que cobrem as paredes da igreja. Eles são do século XIX e foram realizados na fábrica da Viúva Lamego. Representam o feito de Martim Moniz na Conquista de Lisboa, uma vista do Terreiro do Paço antes do terramoto, e a Santa Luzia.
Nesta região há vários bares, com destaque para o Bar Terraço de Santa Luzia (R. Norberto de Araújo 18A).
Saindo deste mirante, e dobrando à direita, já nos encontramos no Largo das Portas do Sol.
Miradouro das Portas do Sol, o mais movimentado da cidade.
Lisboa = Luz boa. Não dá para negar, né?!?
Agora, pega-se a escadinha à direita, que é a Rua Norberto de Araújo, para começar a descida pelo bairro. Poucos degraus depois vire à esquerda, e verá um arco que ilustra episódios da história de Lisboa. Chegando ao fim das escadas, já avistará as torres de duas igrejas do bairro (a Igreja de São Miguel e a Igreja de Santo Estêvão). Siga em frente até à Rua da Adiça. Esse é um dos cantinhos mais pitorescos da cidade. Vire, então, no Beco das Canas, e desça as escadas. Vire à esquerda para a Rua da Galé, onde se encontram duas casinhas coloridas fofas. Volte a trás na Rua da Galé, desça as Escadinhas de São Miguel.
Próximo a igreja, há um painel de azulejos, que data de 1770, e ilustra Nossa Senhora do Rosário e o Menino por cima de São Domingos e de Santa Catarina de Siena.
Vire à esquerda, desça as escadas, e chegará ao
Largo de São Miguel,um bom ponto para descansar e tomar uma cervejinha.
Na igreja, vire
à esquerda até à Calçada de São Miguel, onde se tem uma vista da
Igreja de Santo Estêvão. Todavia, vire novamente à esquerda no interessante Beco da Cardosa. Suba
as escadas, passando por uma laranjeira, e no topo estará na
Rua Castelo Picão.
| pare na Tininha (Rua Castelo Picão 38) para tomar uma ginja |
Vire à direita no Beco das Cruzes, onde se vê a fachada da Igreja de Santo Estêvão.
Ao
chegar ao fim das escadas, vire à esquerda em direção ao Largo do
Peneireiro, onde se vira à direita e se sobe as escadas, em cujo no topo, está a Rua de Guilherme Braga. Caminhe, então, em direção a Igreja
de Santo Estêvão, que data do século XII (apesar de ter
sido reconstruída depois do terremoto).
Ao lado da igreja, há um mirante com vista para o Tejo.
Desça as escadas próximas a igreja. Aqui, verá casas cobertas de azulejos e passará por um chafariz do século XVIII.
Antigos balneários públicos.
Vire à esquerda no final das escadas para a
Calçadinha de Santo Estêvão, e chegará à Rua dos Remédios, o point do fado vadio de Lisboa.
No próximo post, continuaremos com a parte 2 do passeio, agora já na parte baixa do bairro.
Até...













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