Uma viagem, uma cidade, uma ponte: a Alte Brücke, em Heidelberg
Dizem por aqui que toda cidade, por menor que seja, tem uma praça com uma igreja, e quiça um coreto, onde locais e turistas se concentram. Na Alemanha também é assim, todavia por lá diversas cidades que tem, ainda, uma ponte medieval de pedra. Heidelberg não é diferente... A Alte Brücke, oficialmente Karl-Theodor-Brücke, é um grande atrativo da cidade. Um bom lugar para se estar à hora do sol se pôr.
Com uma das melhores vistas do Castelo de Heidelberg, a "Ponte Velha" conecta a Cidade Velha com a parte leste do distrito de Neuenheim, na margem oposta. Feita de arenito retirado do Rio Neckar, ela é a nona edição construída no local, em 1788 pelo Eleitor Carl Theodor.
O Castelo
O Rio Neckar
As esculturas da ponte
Existem dois grupos de escultura de Konrad Linck na Alte Brücke. Um deles
é um monumento ao Príncipe Eleitor Carl Theodor, localizado perto da margem sul do Neckar. Ao redor do monumento, as figuras dispostas na sua base simbolizam os rios mais importantes das terras governadas por ele: o Reno, o Mosel, o Danúbio, e o Isar.
O príncipe eleitor acreditava apaixonadamente no apoio às artes e ciências. E, é por isso que o outro monumento foi dedicado à deusa da sabedoria.
Além dos portões da ponte que datam da Idade Média, o grande destaque da Alte Brücke é o Affenturm (a Torre do Macaco) que ) que fica no sétimo pilar, na direção norte da mesma.
O macaco de bronze na Ponte Velha de Heidelberg
A estátua atual, esculpida em bronze pelo professor Gernot Rumpf, é de 1979. Mas, a ponte tem um macaco neste local desde o século XV. Na versão anterior, o macaco
segurava um espelho para os transeuntes, e a outra mão estava segurando o
traseiro. E, segundo a lenda, ele foi concebido para lembrar aqueles que a cruzavam de olhar sobre os ombros e se recordar de onde vieram. Ou seja, vivesse um cidadão de Heidelberg dentro ou fora da cidade, o macaco lhe lembrava que ele não era melhor que suas
respectivas contrapartes.
Essa escultura parece ter desaparecido por ocasião da Guerra da Sucessão do
Palatinado, que durou de 1689 a 1693. O macaco atual segura um espelho em uma mão e forma o signo dos
chifres com a outra. A cabeça oca possui orifícios para os olhos, que permite aos visitantes tirar selfies enquanto a usam como máscara.
Abaixo do macaco há um poema de Martin Zeiler, escrito em 1632,:
Foi thichu mich hie angaff en?
Hastu nicht gesehen den den Affen zu Heydelberg?
Sich dich hin und her,
Da findestu wol meines gleichen mehr.
Traduzindo...
Por que você está me encarando?
Você não viu o velho Macaco de Heidelberg?
Olhe para lá e para cá
Lá você encontrará muito mais da minha espécie.
Dizem que o macaco traz boa sorte. Esfregar o espelho lhe trará dinheiro;
esfregar os dedos garantirá seu retorno à Heidelberg; e esfregar os pequenos
ratinhos de bronze nas proximidades trará fertilidade.
Legal, né?!? Não deixem de cruzá-la...
Abraços, e que 2019 lhe traga muita viagens!!


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