Os principais pontos turísticos de Milão (Parte 1).
Conhecida como a capital da moda, a multicultural Milão oferece também, arte, arquitetura, literatura, design e gastronomia. Entre tantas opções de museus, igrejas, palácios, teatros e lojas para se visitar, é comum o turista ter dificuldade de organizar um roteiro. Para facilitar a sua vida, fiz uma listinha com as principais atrações da cidade. Vamos ver...
1) A Piazza del Duomo
Ela é o ponto central do turismo em Milão, e
há séculos recebe os principais eventos da cidade. Enorme, e cercada por edifícios
com belas arcadas onde se alojam diversos bares, restaurantes, cafés e lojas,
ela é um luxo!
Um dos seus destaques é o Monumento Equestre Vittorio Emanuele II, uma homenagem ao rei responsável pela unificação da Itália.
2) A Catedral de Milão
A catedral é a terceira maior do mundo, com 157m de comprimento e 109m de largura.
No seu interior, repleto de vitrais coloridos que contam histórias bíblicas, há: belíssimas esculturas representando os períodos de glórias romana; diversos altares em homenagem às pessoas importantes.
Uma escada próxima à entrada nos leva às escavações
Paleocristianas com traços de banhos romanos do Primeiro século BC, um batistério
de 287 AD e duas basílicas do século IV. As basílicas eram: a Santa Tecla, que
era utilizada no verão e se localizava onde hoje está a praça; a Santa Maria Maggiore
que era frequentada no inverno e ficava onde hoje se localiza o Duomo.
A construção do edifício começou em 1386, por
iniciativa do arcebispo Antonio da Saluzzo, em um estilo gótico tardio de
influência francesa e centro-europeia. Ela só foi concluída em 1813, mais de
quatrocentos anos depois.
Em estilo predominante gótico flamejante, pouco frequente
na Itália, seu interior tem cinco naves com uma altura que chega a 45 metros,
divididas por 52 pilares adornados por estátuas de santos. Possui um transepto
com três naves.
Seus destaques são: o Monumento Funerário A Gian Giacomo Medici; a escultura do mártir São Bartolomeu, que teve a sua pele arrancada depois da morte; a cripta de São Carlos Borromeu, e a “cereja do bolo” é o terraço, de onde se vê as torres externas de diversos ângulos.
São Bartolomeu
Cripta de São Carlos Borromeu
La Madonnina
Terraço
A entrada para o elevador que leva ao telhado fica no fundo e a esquerda da catedral. Em geral, as filas aqui não são grandes. Neste caso, o acesso a igreja se dá depois dessa visita.
A subida original é feita em uma escada em espiral, estreita, de 201 degraus e sem janelas.
Cúpula da Galleria Vittorio Emanuele.
Skyline
Galleria Vittorio Emanuele
Muitos pináculos e estátuas.
Os milaneses gostam de subir ao terraço para curtir um solzinho, ler e ouvir música, estando bem pertinho da estátua mais amada da cidade: La Madonnina.
Informações úteis:
- Diariamente das 7 às 18:45h.
- Não é permitido a entrada com regatas, minissaias, shorts e blusas decotadas.
- As filas para entrar na catedral são enormes devido ao controle de segurança. Minha dica é que a visitem antes das 10 horas.
- Ingressos - visita a Catedral, Museu do Duomo e Igreja de San Gottrado in Corte: 3 euros; Duomo pass (catedral, museu, subsolo e telhados de elevador): 16 euros; Duomo pass (catedral, museu, subsolo e telhados a pé): 12 euros; apenas os telhados com acesso pelo elevador: 13 euros; só os telhados com acesso a pé: 9 euros; visita do subsolo e interior catedral: 7 euros.
3) O Museu do Duomo
O Museu do Duomo foi inaugurado em 1953, e reúne
uma ampla coleção de esculturas, documentos e relíquias. Entrem para
compreenderem os 627 anos de história da catedral milanesa.
| O Museu do Duomo de Milão fica no Palazzo Reale,
um prédio à direita da catedral. |
| Museo del Novecento |
Ele ficou fechado durante vários anos e foi
reaberto em 2013.
O percurso inclui 26 salas onde estão expostos esculturas, pinturas,
tapeçarias e bordados, vitrais e estudos em terracota, o que cobre um período do
século XV ao XX. A visita começa com as peças do tesouro da catedral, ainda
mais antigas, expostas sob as maravilhosas abóbodas medievais do antigo Palácio
Ducal (hoje Palazzo Reale).
As estátuas são em delicado mármore de Candoglia.
Esse corrói facilmente, portanto elas e os revestimentos da catedral são trocados
de 30 em 30 anos.
Estátua Carelli (nome do seu patrocinador) que
personifica o então senhor de Milão, Galleazzo Visconti, com vestes de São
Jorge.
A sala, completamente escura, com os vitrais
originais da catedral.
| Um magnífico trabalho artesanal medieval!! |
Sensacional! Em uma sala se expõe os quadros
monocromos que eram usados como rascunho e colocados ao lado dos respectivos
moldes em barro. Mais tarde, os moldes eram copiados em mármore, e finalmente
colocados sobre as portas da catedral.
| Quadro monocromo do famoso pintor Cerano. |
Nas últimas salas, é possível se apreciar
uma das estruturas em ferro utilizadas para “rechear” a estátua de Nossa
Senhora que reina sobre o Duomo.
O modelo em madeira de tiglio (escala 1:20) da
catedral, do século XVI.
Informações úteis:
Praça Duomo, 1. Abre de terça a domingo das 10 às 18h.
4) A Galeria Vittorio Emanuele II
Localizada na Piazza del Duomo, a galeria é
formada por um cruzamento de duas ruas e coberta por uma cúpula, conectando a
Piazza del Duomo a Piazza della Scalla. No seu esplêndido interior envidraçado se
encontram as melhores lojas de grife do mundo, como: Louis Vuitton, Prada,
Gucci, Massimo Dutti, etc. Além, de tradicionais e elegantes restaurantes
milaneses.
Foi construída por uma firma britânica, a City of Milan Improvement Company, e inaugurada pelo rei Vittorio Emanuele II, em 1867. Uma curiosidade: seu arquiteto, Giuseppe Mengoni, caiu do telhado e morreu antes da inauguração.
Observem as decorações das meias-luas próximas à
cúpula. Elas foram realizadas por diferentes pintores e representam a Ásia, a
Europa, a América e a África. Do outro lado, representam a arte, a agricultura,
a ciência e a indústria.
Sua cúpula está a 47 metros do chão e possui 39 metros de diâmetro. Foi uma das primeiras da Europa com vidro em sua estrutura.
O chão é decorado com mosaicos com os signos do zodíaco e no centro da galeria fica o mosaico com o brasão da casa real dos Savoia.
Inaugurada em 2015, a Highline Galleria é uma “passarela” de vidro e aço de 250 metros, localizada
nos telhados da Galleria Vittorio Emanuele. Lá de cima, se pode ver toda a
cidade e, claro, apreciar mais de perto a arquitetura da catedral. Sua entrada é
na via Silvio Pellico 2, e pode-se acessá-la por dois elevadores. Horário de
funcionamento: de terça a domingo das 10 às 13h e das 16 às 23h. Entrada: € 12.
Tabela de atrações:
Continuamos no próximo post...

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