Villa Carlotta, arte e botânica no Lago di Como



Um dos grandes atrativos do Lago di Como são as suas elegantíssimas villas. Dentre elas, a mais famosa é a Villa Carlotta, localizada em Tremezzina. Tremezzina, na verdade, é uma região às margens do lago que compreende a junção de quatro cidadezinhas: Lenno, Mezzegra, Ossucio e Tremezzo.







Especificamente em Tremezzo, a Villa Carlotta foi concluída em 1745. Hoje, tem mais de 70.000m2 e é um museu, cuja coleção de arte inclui obras de Antonio Canova, Thorvaldsen, Migliara e Hayez, além de peças de mobiliário da época dos vários proprietários.

A villa

A casa está localizada no topo de um jardim com terraço, a partir do qual existem vistas expendidas da península do Bellagio e também das colinas do Triângulo Lariano, que cercam o lago. Ela possui três andares (dois dos quais estão abertos ao público). As obras de arte expostas estão localizadas principalmente no piso inferior, enquanto a parte superior, que possui uma galeria elegante, oferece lindas vistas do lago.



















As principais esculturas em exibição na villa são:

Marte e Vênus por Luigi Acquisti. Datado de 1805, esta é considerada a sua obra-prima.












Eros e Psique por Adamo Tadolini. Esta é uma cópia em mármore tirada do modelo original usado por Antonio Canova para a escultura encomendada pelo príncipe russo Yussupoff (original em exposição no Museu Hermitage, em São Petersburgo).











A entrada de Alexandre, o Grande, na Babilônia por Bertel Thorvaldsen. Este trabalho foi originalmente projetado em estuque para o Palácio Quirinale, em Roma, com o fim de marcar uma visita de Napoleão. Concluída em junho de 1812, foi tão admirada que Napoleão encomendou uma réplica em mármore. A queda de Napoleão fez com que o trabalho ficasse inacabado até que, em 1818, Sommariva decidiu por sua conclusão. As 33 lajes de mármore do friso chegaram à vila entre 1818-28. Os dois últimos caracteres no final do friso são um autorretrato de Thorvaldsen e um retrato de Sommariva.















O modelo de gesso original de The Muse Terpsichore de Canova. Foi encomendada por Sommariva, em 1811.













Coleção de mais de 470 camafeus de gesso criados pelo artista romano Giovanni Liberotti.






Palamedes por Antonio Canova. Sommariva encomendou esta escultura de Canova, e ela chegou à vila em 1819.







Madalena Arrependida. Esta é uma cópia produzida pela escola de Canova da sua escultura original. Sommariva também foi o proprietário do trabalho original.



Outras obras importantes, sem falar nas de Andrea Appiani e Giovanni Migliara, são:



  • O último adeus de Romeu e Julieta por Francesco Hayez. Encomendada por Sommariva em 1823.
  • A leitura do VI Livro da Eneida por Jean-Baptiste Wicar. Esta grande pintura a óleo, antes de chegar à vila, foi exibida com grande sucesso em Milão em 1821.












No segundo piso.



Os aposentos tem a decoração da época de Carlotta. Mas, quem foi ela? Ela era filha da princesa Marianne, da Holanda, que lhe deu a casa como presente de casamento. Infelizmente, não pôde curti-la muito, já que morreu em 1855, com apenas 23 anos.




As vistas sobre o lago a partir das janelas no andar de cima são soberbas!
















Você deve ter se perguntando quem era Sommariva? Bem, ele foi um dos proprietários da villa. Giovanni Battista Sommariva foi um aprendiz de barbeiro que subiu na vida e se tornou um influente banqueiro e político durante o governo de Napoleão Bonaparte no Norte Itália. Em 1802, ele chegou a ser aventado como provável candidato a vice-presidente da República da Itália. Todavia, a coisa “micou” e Napoleão escolheu Francesco Melzi d'Eril para o cargo. Com a carreira política frustrada, Sommariva retirou-se da vida pública e dedicou seu tempo a villa e a criação de uma ampla coleção de arte. Foi ele quem encomendou as esculturas de Antonio Canova e Bertal Thorwaldsen, assim como as pinturas de Francesco Fidanza. Também, foi Sommariva o responsável pela transformação de parte do parque da villa em um jardim romântico em estilo inglês.



E, por falar em jardim... A villa é cercada por um jardim botânico com cerca de 20 acres e diversas secções.
















Na direção do lago, encontra-se o jardim italiano com sebes cortadas e pérgulas com laranjeiras e camélias. Depois, temos o bosque de rododendros e 150 variedades de azaleias que se espalham pela encosta. Há um vale de samambaias e um jardim de bambu, com uma área de 3000 m², que alberga mais de 25 espécies diferentes de bambu. A propriedade também é lar de cedros, palmeiras, sequoias, plátanos e outras plantas exóticas.



















Muitas rosas, camélias e árvores cítricas.







































Outras instalações: cafeteria, lojinha de souvenires, livraria e área para piqueniques.

A villa é frequentemente o lar de muitos eventos artísticos e exposições.

Horário de funcionamento:

De 23 de março a 30 de setembro, das 9-19:30h (o museu fecha às 19h). De 01 a 28 de outubro, das 9:30-18:30h (o museu fecha às 17:30h). De 29 de outubro a 04 de novembro, das 10 às 17h (o museu fecha às 16:30h).

Entrada: € 10. A entrada com cães só é permitida se mantido na coleira e no jardim.

Endereço: Villa Carlotta, Via Regina, Tremezzina.

Como chegar:

Villa Carlotta é muito fácil de se alcançar. Pegue a balsa da Navigazione Lago di Como, desde Como ou Varenna, e desça na parada Tremezzo - Villa Carlotta. Também, se pode ir de ônibus desde Como na Linha C10 (Como - Menaggio – Colico) e descer na parada Tremezzo - Villa Carlotta.



Saindo de Como








Outra villa que sugiro incluir no seu roteiro é a Villa del Balbianello. Localizada na ponta do promontório Lavedo, na localidade de Lenno (também parte de Tremezzina).

Todo o complexo é composto por dois edifícios residenciais, uma igreja e um pórtico com vista para um pequeno cais. O edifício principal da Villa del Balbianello abriga alguns móveis ingleses e franceses, que datam dos séculos XVII e XVIII, além de uma rica coleção de esculturas e artefatos étnicos. O andar superior é dedicado a Guido Monzini, líder da primeira expedição italiana ao Monte Everest. Além de fotos e outros objetos, há um dos oito trenós que ele usou para chegar ao Polo Norte.

Ela é linda, mas o seu grande sucesso se deve ao fato de já ter servido como cenário de vários filmes, incluindo Casino Royale e Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones.


Entrada: € 20. Só os jardins - € 10.

Horário de funcionamento: do meio de março até meados de novembro, das 11-18h. Não abre nem segunda, nem quarta-feira.

Como chegar: só se pode ir até lá a pé (caminhando cerca de 1 km a partir da Via degli Artigiani) ou no taxiboat que sai da praia de Lenno (€ 7,5 ida-volta).

Essa eu não consegui conhecer, pois visitei o Lago di Como em uma segunda-feira.

No mapa:





Fantásticas, não?!?

Abração!

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