Como é a visita ao Museu de Design da Dinamarca, em Copenhague



Eu amo decoração e design, como vocês sabem. Não sabem? Vejam o meu outro blog. Sendo assim, um dos locais que mais adorei conhecer foi o Museu de Design da Dinamarca, em Copenhague.

Patrimônio histórico, o edifício que abriga o museu é símbolo do estilo rococó que foi marcante no século XVIII. Inclusive, seu arquiteto foi Nicolai Eigtved, o grande dinamarquês relacionado ao estilo. Construído entre 1752 e 57, o edifício foi inicialmente pensado para ser o primeiro hospital público do país, o Hospital Frederiks. Por isso conta com uma estrutura comum àquela época: longas galerias onde os pacientes eram atendidos lado a lado.


Esse edifício já foi o estúdio de Kaare Klint, um famoso designer dinamarquês do período moderno. Após uma remodelação, desde 1926, abriga o Designmuseum Danmark. Na verdade, o museu abriu anteriormente (1895), em outro local, graças a uma parceria entre a Confederação das Indústrias Dinamarquesas em Copenhague e a Ny Carlsberg.

Inicialmente, suas exposições visavam servir de fonte de inspiração para os designers industriais, além de incentivar a produção de itens inovadores e de tornar os apreciadores do design mais críticos e orientados aos produtos. Em 2012, construiu-se um laboratório de design ao se lado para a realização de atividades educacionais e criativas.


Hoje, o museu apresenta sete coleções com ênfase nos designs dinamarqueses, principalmente dos séculos XX e XXI, nas áreas de design industrial, fabricação de móveis, moda e artesanato. Todavia, a coleção e as exposições incluem também peças internacionais e objetos mais antigos.


















Essa área é logo no inicio do museu, e é onde está a exposição Danish Design Now com itens de design contemporâneos do século XXI de todos os campos, incluindo uma ampla variedade de objetos domésticos.























Art Nouveau











Há obras de artistas como Arne Jacobsen, Hans Wegner, Finn Juhl e Kaare Klint. E, não há só móveis, existem também rádios (Beomaster, Bang&Olufsen), luminárias (de Poul Henningsen e de Louis Poulsen, por exemplo), utensílios de cozinha e outros itens que tornam o décor dinamarquês tão especial.




Vi muito desses pássaros no Zwinger em Dresden










Veja mais Jacobsen aqui































Vejam mais Memphis aqui.













O grande destaque do museu é a amostra do curador Holmsted Olesen, um amplo acervo de cadeiras, em especial as dinamarquesas referentes à era de ouro do design de produtos no país. Não podia ser diferente, já que as inovadoras cadeiras dinamarquesas são internacionalmente famosas. E, vale lembrar que o Museu de Design da Dinamarca teve um papel importante relevante nessa fama, já que muitos artistas dinamarqueses estudaram e se inspiraram no acervo desse museu.



São 110 cadeiras expostas em um tipo de box com se fossem uma obra de arte.











Vejam mais sobre a cadeira Sorriso de Hans Wegner aqui.





Vejam mais cadeiras Panton aqui.



“A cadeira é a peça de mobiliário mais próxima dos seres humanos. Você pode dar um toque pessoal. ”Hans J. Wegner



Outra amostra interessante, no segundo andar, é coleção de porcelanas, com cerca de 3.000 itens de 120 fábricas, fabricadas principalmente entre 1700 e 1880.

Endereço: Bredgade 68, Frederiksstaden.



Horário de Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10 às 18h; quarta-feira, das 10 às 21h. Domingo há uma visita guiada gratuita de 30 minutos em inglês às 14h.

Ingressos: Adultos: 115 DKK/Idosos: 80 DKK/Estudantes e menores de 26 anos: entrada gratuita.

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