Passeando na vila de Marigá, divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira

 

Continuação do post anterior...

A Vila de Maringá, situada no alto da Serra da Mantiqueira na divisa do Rio de Janeiro (Itatiaia) com Minas Gerais (Bocaina de Minas), oferece experiências charmosas focadas em artesanato, produtos locais, lojas de chocolate, gastronomia sofisticada (enogastronomia) e aventuras.





É a mais bem estruturada da região e foi para lá que partimos no domingo (veja o post anterior). Pegamos, de carro, a Estrada Mauá-Maromba e cerca de 20 minutos depois (7Km) chegamos à entrada da parte fluminense da vila (há um estacionamento pago logo na entrada).

Como assim parte fluminense? Bem, a vila é cortada pelo Rio Preto, separando os lados de Rio de Janeiro e Minas Gerais. Atravessar a ponte de pedestres que liga os dois estados é, por si, uma atração.

Nesse lado, o mais rústico, há pequenas galerias de arte, lojas de artesanato, empórios gourmet com diversos produtos, lojas de decoração, lojas de roupa e acessórios. Então, essa é a hora das comprinhas. Recomendo, sobretudo, os calçados e acessórios de couro, como carteiras, bolsas e botas. Há produtos bonitos e de qualidade. Também, gostei muito das lojas com artigos artesanais de cama e banho.

A rua principal, desse lado, é a Travessa do Visconde que leva até a ponte Tia Sofia.

Chega-se então a Alameda Gastronômica Tia Sofia, a principal via de Maringá, onde se concentram os melhores bistrôs, bares e lojas de produtos artesanais (queijos, doces, chocolates e licores).

Esse lado é o mais bonitinho com lojinhas em casa coloridas e muito bem decoradas. Passeie, explore as lojas e tire muitas fotos.








Na hora do almoço, paramos para dar comida para o Saqua no Restaurante Marioca. Com uma localização privilegiada à beira do Rio Preto, oferece vista para a ponte. Simplesmente inserido na natureza, ele estava bem cheio porque rolava música ao vivo. Aproveitei para experimentar uma cerveja artesanal.









Horário de Funcionamento: de domingo a terça das 12:30 às 22h; quinta-feira das 12:30 às 22h; sexta e sábado das 12:30 às 00h; fechado quarta-feira.

Depois, passeamos um pouco mais... a vila é bem pequena, mas estava muito cheia, então não foi tão fácil explorá-la.

O almoço foi no fofo Bistrô das Meninas. O local é lindo. No salão interior, os móveis provençais são um show à parte. Ele também é um café e uma livraria.

Nós ficamos na romântica varanda, que é a área pet friendly. A culinária é francesa e contemporânea. Gostei muito dos pratos e a carta de vinhos é excelente.




Reparem no cardápio que mimo!





Risoto de Carne Seca Desfiada




Medalhão de Mignon com Risoto de Chèvre




No fim da varanda, fica uma padaria de fermentação natural, onde também se vendem vinhos franceses e outros artigos. Compramos várias delícias para comer à noite no chalé.




Horário de Funcionamento: de terça a sábado das 13 às 21h; domingo das 11 às 18h.

Super Indico!

No caminho de retorno à Mauá, paramos no Armazém Mauá, que se situa na estrada entre as vilas. Ele funciona como uma curadoria gastronômica com excelentes queijos premiados, vinhos e pratos criativos. É muito elogiado pelo ambiente elegante e o atendimento é excelente.

Nosso dia foi assim, mas que quiser aventura pode explorar as cachoeiras, como a Cachoeira do Escorrega, a Poção do Maromba e o Vale do Alcantilado. A Remorini Turismo de Aventura é uma opção bem avaliada para organizar passeios na região.

Durante o mês de dezembro, a região costuma promover eventos sazonais com iluminação especial e barracas de comidas típicas na Avenida Getúlio Vargas, é a Vila Gastronômica Natalina. Outro evento legal esse ano (2026) será o Festival Medieval de Maringá, em novembro.

Como observação final desses dois posts, quero destacar que fizemos esse passeio de carro. As estradas não são duplicadas e são cheias de buraco. Sabe, eu não me conformo que não exista um trem rápido ligando a capital à Serra da Mantiqueira e transportes públicos descentes interligando as cidades e vilas. O turismo no Brasil seria muito mais lucrativo se houvesse um investimento adequado em transporte público.

No mapa:


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