Os principais pontos turísticos de Milão (Parte 2).
Continuando o post anterior...
5) Biblioteca e Pinacoteca Ambrosiana.
Fundada em 1618, pelo então cardeal arcebispo de Milão, Federico Borromeo, a pinacoteca se localiza no Palácio da Ambrosiana, onde fica também uma importantíssima biblioteca. Espalhado pelas 24 salas da pinacoteca há uma coleção de pinturas e desenhos, com obras de Rafael, Caravaggio, Botticelli, Leonardo da Vinci, Ticiano, Botticell, Bernardinho Luini, Brueghel, Bergognone, entre outros.
Entre as obras mais importantes do museu se
destacam:
• A Virgem e o Menino Jesus com três anjos
(Madonna del Padiglione), de Botticelli.
• Cesta de fruta (Canestra di frutta), de
Caravaggio.
• Retrato de um músico, de Leonardo da Vinci.
• Adoração dos Magos, de Ticiano.
O itinerário da pinacoteca termina na
Biblioteca Ambrosiana, batizada em homenagem a Ambrósio, padroeiro de Milão.
Nesse local, na Sala Federiciana, também se
pode ver o famoso Codex Atlanticus, assim intitulado devido ao formato do
material que é típico de um atlas geográfico, de Leonardo da Vinci.
Endereço: Piazza Pio XI, 2. Como chegar:
Metrô linha 1 (vermelha), estação Dante Cordusio, ônibus 50 e 58, bondes
elétricos nº 1, 2, 3, 4 ou 12.
A Pinacoteca abre de terça a domingo, das 10 às
18h. A biblioteca abre de segunda a sexta, das 9 às 17h. O tempo mínimo de
visita é de uma hora para percorrer as 24 salas.
6) O Castello Sforzesco
Mas, se vocês tiverem pouco tempo, corram para a “cereja do bolo” do
castelo, a escultura Pietà Rondanini, de Michelangelo, hoje localizada em um
museu próprio na Praça das Armas.
A Pietà Rondanini, a última e inacabada obra-prima de Michelangelo.
Logo atrás está a Piazza S. Fedele, cujo ponto central é a Igreja de San Fedele.
9) A Gallerie d'Italia
Recentemente, um trio de grandes palácios, na Piazza della Scala, passou a ser um espaço de exibição de obras de arte do grupo bancário Intesa Sanpaolo. Em uma ala, inaugurada em 2012, exibem-se obras-primas de artistas italianos do século XX, como Emilio Vedova e Lucio Fontana, em salas opulentas que outrora serviram como sede do Banca Commerciale Italiana. E dois palácios contíguos contêm belos baixos-relevos de Antonio Canova e pinturas de Giorgio Belloni, entre muitos outros. Admissão grátis. Horário de funcionamento: de terça a domingo das 9:30 às 19:30h (última admissão às 18:30h). Quinta das 9:30 às 22:30h (última admissão às 21:30 horas) Fechado segunda-feira.
6) O Castello Sforzesco
Símbolo do poder da cidade, o Castello
Sforzesco tem origem entre
1360-70. Nesta ocasião, em Milão, reinava a família Visconti. Depois de diversos
acontecimentos, o castelo foi destruído, depois reconstruído e ampliado até por
fim adquirir forma atual durante os últimos 20 anos do século XV, quando Milão já
era um ducado e seu governador era Ludovico il Moro, um membro da família
Sforza. Com a queda do ducado sforzesco e a sucessiva invasão dos franceses, o
castelo entrou em decadência, sendo utilizado nos séculos subsequentes apenas
para funções militares.
A estrutura que vemos hoje é o resultado de várias
restaurações do final do século XIX/inicio do XX, cujo objetivo foi devolver ao
castelo as formas que ele tinha durante os esplendorosos anos do período “sforzesco”.
Hoje, além de um belo pátio, o castelo acolhe diversos museus e bibliotecas. Para
explorar tudo, vocês precisariam de alguns dias. Então, o melhor é selecionar
previamente o que desejam conhecer.
Os museus:
• Museu de Arte Antiga: situado na Corte
Ducal, possui os afrescos da família Sforza e esculturas de grande valor
pertencentes à antiguidade e das épocas medieval e do renascimento. Não deixem
de ver o afresco de Leonardo da Vinci na Sala delle Asse.
• Pinacoteca: localizado na parte superior o
castelo, possui mais de 1.500 obras dos séculos XIII ao XVIII. Há obras de Bronzino,
Tintoretto, Ticiano e outros grandes mestre. O grande destaque é La Madonna in Gloria de Andrea Mantegna
(na sala XXIII).
Uma das mais famosas obras de Andrea Mantegna,
artista padovano da época renascentista. Retrata Nossa Senhora, ao centro,
rodeada por querubins e 4 santos.
• Museu do Móvel: também localizado na parte superior do castelo, nele se expõem peças criadas entre os séculos XV e XX. Os
móveis são exibidos em uma recriação real dos ambientes para ilustrar o
contexto em que se encontravam.
• Museu de Artes Decorativas: documenta o
trabalho de ourives, entalhadores, ceramistas e tecelões dos séculos XI a
XVIII.
• Museu de Instrumentos Musicais: abriga
curiosos instrumentos provenientes de diferentes partes do mundo.
Nos subterrâneos ficam alguns pequenos museus:
• Museu Egípcio: nele estão expostos diversos
objetos provenientes do Egito, como: estátuas, sarcófagos, múmias e máscaras
funerárias.
• Museu da Pré-história e Proto-história: através
dos objetos desse museu são exibidas as principais culturas e povos que ocuparam
a região da Lombardia do Neolítico até o período de romanização.
Outras atrações são: a Coleção Numismática e
de Medalhas; a Coleção de Desenhos e a Coleção de Gravuras “Achille
Bertarelli”.
Para alegria da criançada há ainda uma
coleção de armaduras e armas da Milão do século XIII e XIV.
A Pietà Rondanini, a última e inacabada obra-prima de Michelangelo.
Endereço: Piazza Castello. Como chegar: Metrô:
Cadorna, linha M1, Cairoli, linha M1; Lanza, linha M2. Ônibus: linhas 18, 50,
37, 58, 61 e 94. Bonde: linhas 1, 2, 12, 14 e 19.
Ingresso dos museus: €5, e dá direito a entrar
em todos eles (inclusive para ver a Pietà Rondanini).
Horário de funcionamento: Castelo Sforzesco - aberto todos os dias das 7
às 19:30h; os museus do Castelo Sforzesco - de terça a domingo das 9 às 17:30h.
7) O Parque Sempione
Atrás do Castello Sforzesco se encontra um
agradável parque, que, durante os meses quentes, é a grande "sensação" da cidade. Além
das centenas de espécies de animais e vegetais, nele há algumas edificações
interessantes, como:
• La Trienalle: uma fundação que promove o
desenvolvimento das artes e da arquitetura italiana de vanguarda.
• Acquario Civico: construído para a
Exposição Nacional de 1906, esse aquário conta com 36 tanques nos quais há mais
de 100 espécies diferentes.
• Arena Civica: um impressionante anfiteatro que
foi inaugurado em 1806, inclusive com direito a presença de Napoleão. Atualmente,
é utilizado para provas de atletismo e alguns concertos.
• Arco della Pace: sua construção teve inicio
em 1807 para comemorar as vitórias de Napoleão, mas logo depois as obras foram interrompidas.
Elas só foram retomadas em 1826, para celebrar a paz européia de 1815, após a queda do líder francês. O monumento, esculpido em granito, possui três
arcadas, quatro colunas e algumas esculturas.
.
Além de tudo isso, o local tem Wi-Fi gratuito. Abre diariamente, das 6:30 às 21h.
Como chegar: Metrô:
Cadorna, linha M1; Cairoli, linha M1; Lanza, linha M2.
Bonde:
linhas 1, 2, 4, 12, 14 e 19. Ônibus: linhas 18, 50, 37, 58, 61 e 94.
8) A Piazza della Scala
Cercada por belas construções como o Teatro alla Scalla, o Palazzo
Marino e a Gallerie d’Italia, a praça está sempre bem agitada, cheia de turistas
que relaxam nos bancos rodeados por arbustos. No centro, há uma grande estátua
de Leonardo da Vinci.
Logo atrás está a Piazza S. Fedele, cujo ponto central é a Igreja de San Fedele.
9) A Gallerie d'Italia
Recentemente, um trio de grandes palácios, na Piazza della Scala, passou a ser um espaço de exibição de obras de arte do grupo bancário Intesa Sanpaolo. Em uma ala, inaugurada em 2012, exibem-se obras-primas de artistas italianos do século XX, como Emilio Vedova e Lucio Fontana, em salas opulentas que outrora serviram como sede do Banca Commerciale Italiana. E dois palácios contíguos contêm belos baixos-relevos de Antonio Canova e pinturas de Giorgio Belloni, entre muitos outros. Admissão grátis. Horário de funcionamento: de terça a domingo das 9:30 às 19:30h (última admissão às 18:30h). Quinta das 9:30 às 22:30h (última admissão às 21:30 horas) Fechado segunda-feira.
10) O Teatro alla Scala
Ele tem a fama de ser o maior teatro de música
lírica do mundo e recebe grandes talentos da ópera italiana quando da temporada
de espetáculos.
A fachada do prédio engana pela sua
simplicidade, mas seu interior e acústica justificam o porquê do teatro ser tão
respeitado no âmbito artístico mundial.
Vocês podem conhecer o interior através de um
tour e visita ao museu. O museu é composto por uma grande coleção de pinturas,
bustos, roupas e diferentes elementos relacionados com o mundo da ópera. O tour,
por sua vez, inclui a visita ao grande vestíbulo, aos camarotes cobertos de
veludo vermelho de onde a alta sociedade contempla os espetáculos, assim como ao
enorme recinto do auditório, feito com madeira revestida de veludo vermelho e
ornado com estuques em tons dourados.
O enorme lustre composto por 383 lâmpadas.
Horário: 9 às 12:30h e das 13:30 às 17:30h. Ingresso:
€9 (museu e sala de espetáculos). Endereço: Largo Ghiringhelli, 1, Piazza della
Scalla. Como chegar: Bonde: Manzoni Scala, linhas 1 e 2. Metrô: Duomo, linhas 1
e 3.
O tour guiado tem duração de 45 minutos, e
custa € 25/pessoa. Reservas aqui.
A outra forma de conhecê-lo é, obviamente, adquirindo-se ingressos para um espetáculo, seja online, seja na bilheteria. A dica para quem quer gastar pouco é ir até a bilheteria no fim da tarde para tentar comprar os ingressos, para o espetáculo na mesma noite. Neste caso, a fim de se conseguir ingressos para os lugares
em pé, é preciso se encarar uma "baita" fila.
Tabela das atrações:
Esse post terá continuação...










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