Os principais pontos turísticos de Milão (Parte 3).


Continuando as dicas de atrações de Milão (vejam os posts anteriores - aqui e aqui).






11) Brera

O boêmio Brera é uma área muito estimada pelos moradores da cidade. O símbolo cultural da cidade, a Pinacoteca de Brera (Via Brera, 28) é a atração mais visitada no bairro, mas não a única. Há cada vez mais galerias de arte brotando em suas ruas. Imperdível é a tradicional Mimmo Scognamiglio Artecontemporanea (Via Goito, 7) que impulsiona carreiras de artistas contemporâneos desde 1995. Andar por suas ruas é uma delícia! Cheias de lojas e restaurantes, destaco: a multimarca Clan Upstairs e a multipremiada Cristina Rubinetterie, de acessórios de banheiro. É um ótimo lugar para se hospedar, ou apenas para ir curtir a night. Dentre os bares destaco o N'Ombra de Vin (Via S. Marco, 2,), uma excelente enoteca de inspiração francesa, situada no antigo refeitório dos Frades Agostinianos da Basílica românica de San Marco. Para uma refeição rápida nada como a floricultura/café Fioraio Bianchi Caffè (Via Montebello, 7), rústica e com uma vibe francesa.









O N'Ombra de Vin





12) A Pinacoteca de Brera

Ela é, apesar da competição pesada, o museu com mais prestígio de Milão. Situada no primeiro andar do antigo Palácio de Brera, faz parte de um complexo que alberga outras instituições como a Academia de Belas Artes, a Biblioteca Braidense e, ainda, o Jardim Botânico.




No século XVI, o Palácio de Brera foi um convento de jesuítas. Mas durante a dominação austríaca em Milão, a imperatriz Maria Teresa d’Austria baniu os jesuítas e, em 1776, fundou a Academia de Belas Artes. Inicialmente, essa instituição tinha basicamente finalidades didáticas. Nos primeiros anos do século XIX, com a chegada do pessoal de Napoleão, a pinacoteca se transformou em um museu cuja intenção era exporem-se as obras “adquiridas” nos territórios conquistados pelos exércitos franceses.

Diferentemente da Pinacoteca Ambrosiana, onde uma coleção essencialmente privada é exposta, neste caso a coleção teve origem em uma iniciativa governamental. Com o tempo, o acervo aumentou com doações, trocas e novas aquisições, como por exemplo, a Ceia em Emaus, de Caravaggio.

Dentre as doações, uma das maiores e melhores foi a da família Jesi que incluiu obras de grandes artistas italianos do início do século XX, como: Modigliani, Morandi e Martini.


As obras estão organizadas cronologicamente, e reunidas em função da escola à qual pertencem, ao longo de 38 salas.



O acervo é mesmo de “cair o queixo”, há obras de Caravaggio, Rafaello, Mantegna, Tintoretto, Bramantino, Bergognone, Bellini, Luini, Hayez, Tintoretto, Picasso, e muitos outros.



Andrea Solario










Canaletto



As obras mais relevantes são:

•  “Lamento sobre Cristo Morto”, de Mantegna, uma obra estudada por médicos, matemáticos e artistas durante séculos.


•  “Achando o corpo de São Marcos”, de Tintoretto


•  “Ceia em Emaus”, de Caravaggio
•  “O Casamento da Virgem” de Rafael


•  “O Beijo”, de Francesco Hayez




Endereço: Via Brera, 28. Como chegar: Metrô: Lanza, linha 2; Montenapoleone, linha 3. Bonde: linhas 1, 4, 8, 12, 14 e 27. Ônibus: linhas 61 e 97.

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 8:30 às 19:15h. As sextas fecha as 21:15h. Na terceira quinta-feira do mês, o museu fica aberto das 8:30 às 22:15h. A visita dura mais ou menos 2 horas.

Ingressos: €10. Entrada grátis todo primeiro domingo do mês. Audioguia: €5 (disponível em italiano, inglês, francês, espanhol e alemão).


São dez pavilhões totalmente dedicados ao que há de melhor na arte contemporânea.

Endereço: Largo Isarco, 2. Como chegar: pegue a linha amarela do metrô na estação Repubblica e desça em Lodi T.I.B.B.; dali caminhe por dez minutos pelo Corso Lodi e, em seguida, pela Via Brembo. Ou pegue o Trem 24 (parada via Ripamonti/via Lorenzini) ou o ônibus linha 79 (parada Largo Isarco/via Brembo).

Horário de funcionamento: Domingo à quinta das 11 às 19h. Sexta e sábado das 11 às 22h. A bilheteria fecha uma hora antes.

Entrada: €10; gratuito para menores de 18 anos ou maiores de 65.

Estando na região, não deixe de conhecer o lindo Bar Luce (Largo Isarco, 2), que funciona das 9 às 22h. Detalhes neste post.

14) O Piccolo Teatro Strehler (Largo Greppi, 1)

Localizado no antigo Palácio Carmagnola, onde inclusive o Leonardo da Vinci já esteve, esse teatro foi criado em maio de 1947 por Giorgio Strehler, Paolo Grassi e Nina Vinchi, sendo o primeiro teatro público de toda a Itália. Sua historia é bem interessante, e segundo o NYT “eles conseguiram transformar um antigo cinema, onde a polícia militar fascista havia torturado suas vítimas durante a guerra, no principal teatro da Europa e, na verdade, do mundo”. Atualmente, ele alberga o Teatro Grassi, o Teatro Studio e o Teatro Stroller onde todos podem desfrutar de dança, prosa, festivais, exibições de filmes, mesas redondas e reuniões sobre assuntos culturais.

15) A Villa Necchi Campiglio (Via Mozart, 14)

Construída para um magnata da máquina de costura nos anos 30, esse brilhante exemplo do modernismo milanês foi recentemente restaurado. O interior pode ser visto em uma visita guiada; os jardins contêm uma piscina e há ainda um restaurante. A vila foi o local onde o filme Eu Sou Amor (de 2009), estrelado por Tilda Swinton, foi gravado. Aberto de quarta a domingo, das 10 às 18h.




16) A Casa Museo Boschi Di Stefano (Via Giorgio Jan, 15)

Esta casa museu pertenceu a Antonio Boschi (1896-1988) e a Marieda Di Stefano (1901-1968). Além de marido e mulher, ambos compartilhavam uma paixão pela arte moderna italiana e se tornaram ávidos colecionadores. Em seu interior há mais de 300 obras que abrangem a primeira década do século XX, até os anos 60, incluindo artistas como De Chirico e Carlo Carra. Além das obras, a arquitetura deste apartamento é um show. Ademais, não se espantem se no dia da sua visita estiver rolando um evento musical. A entrada para o museu é gratuita, e ele abre de terça a domingo, das 10 às 18h. Como chegar: Linha de metro 1 (linha vermelha), estação de Lima; Eléctrico n.º 33; Ônibus No. 60.

17) A Bagatti Valsecchi (Via Gesù, 5)

Aberta ao público desde 1994, essa casa neorrenascentista, decorada pelos irmãos Barons Fausto e Giuseppe Bugatti Valsecchi, apresenta uma extensa coleção de arte dos séculos XV e XVI. Bugatti é impressionante em tamanho, com um bonito pátio ao ar livre. Uma vez lá dentro, vocês vão ver que um ambiente é diferente do outro. Há uma abundância de armaduras, pinturas, velas, candelabros e móveis esculpidos em madeira. Abre de terça a domingo, das 13 as 17:45h. Ingresso: €9.

18) O Cenacolo Vinciano (Piazza di Santa Maria delle Grazie, 2) e a Chiesa Santa Maria delle Grazie

Simplesmente, é aqui que se localiza a Última Ceia de Leonardo. Abre de terça a domingo, das 8:15-19h (última admissão 18:45h). A visita dura 15 minutos; apenas se permitem 25 visitantes por tour. Os ingressos no site custam €10 + €2 reserva antecipada, entretanto é preciso comprá-los com uma antecedência minima de três meses. Caso não consigam a compra no site, pode-se tentar pelo telefone 00 (XX) 39 02 92800360 (opção de atendimento em inglês). Se nada der certo, fechem um tour guiado ou se arrisquem a comprar na hora, cedinho, os ingressos que são devolvidos pelas agencias.









19) A Basílica de Sant'Eustorgio (Piazza Sant'Eustorgio, 1)

Do século IV, essa é uma das igrejas mais antigas de Milão. Impressionante tanto por dentro como por fora, ela originalmente abrigou as relíquias dos três reis. A partir do século XII, se tornou o principal ponto da Ordem Dominicana em Milão. Seu grande destaque é a magnífica Capela Portinari com afrescos do século XV, de Vincenzo Foppa, e a Arca di San Pietro Martire, de Giovanni di Balduccio, do século XIV.

20) A Basílica de S. Lourenço (Corso di Porta Ticinese, 35)

Precedida por uma série de colunas românicas da época imperial, a Basílica de San Lorenzo foi construída entre o fim do século IV e o início do século V. Já, a dedicação do templo ao São Lourenço foi atribuída ao ano de 590. Seu grande destaque é a Capela de São Aquilino, com mosaicos bizantinos do século IV. Dela se tem acesso a cripta onde se podem ver alguns dos materiais originais com os quais a igreja foi construída (extraídos de um anfiteatro romano). Não deixem de ver, de frente à igreja, as Colunas de São Lorenzo. Trata-se de 16 colunas que pertenceram à cidade romana Mediolanum, durante o século III. No exterior da igreja, há ainda uma cópia de uma estátua de Constantino, o primeiro imperador romano pertencente ao cristianismo. Horário: diariamente das 6:30-12:30h e das 14:30-18:45h. A capela abre das 9:30 as 18:30h.

21) A Basílica de Santo Ambrósio, conhecida como a "Capela Sistina de Milão"  (Piazza Sant'Ambrogio, 15)

Nomeada em homenagem ao bispo do século IV que se tornou o santo padroeiro de Milão, ela é considerada a segundo igreja mais impressionante da cidade, depois do Duomo. O interior de suas sóbrias paredes de tijolo vermelho é repleto de obras históricas e artísticas, incluindo um altar de ouro maciço do século XII: o corpo embalsamado do santo está embaixo dele. Horário: de segunda a sábado, das 7:30-12:30h e das 14:30-19h. Nos feriados e domingos, abre das 7:30-13h e das 15-20h. O museu funciona das 10-12h e das 14:30-17:30h.
















22) A Basilica di San Vittore al Corpo (Via San Vittore, 25)

Localizada ao lado do Museu Nacional de Ciência e Tecnologia, no tranquilo bairro de Sant'Ambrogio, a San Vittore al Corpo é uma uma verdadeira joia secreta. Sua fachada, do final do Renascimento, é totalmente despretensiosa, mas o interior é de tirar o fôlego. Tem um arco incrivelmente ornado com painéis em sua nave principal, com ilustrações dos santos cujos restos estão também ali alojados. A bela cúpula é coberta de estuque dourado e afrescos do célebre artista milanês Daniele Crespi. Subindo-se na torre do sino, tem-se uma vista fascinante da cidade.


É uma igreja anexada a um antigo convento beneditino (agora um museu arqueológico) que contém um ciclo de afrescos gloriosos, do século XVI. Não percam a área, antes reservada para as freiras, do outro lado da divisória central onde as pinturas incluem uma representação da Arca de Noé com unicórnios subindo a prancha. Abre de terça a domingo, das 9:30 às 19:30h.

24) A Chiesa di Santa Maria Presso di San Satiro

Uma verdadeira joia arquitetônica escondida em meio a varias lojas. Vocês não vão acreditar, mas no seu interior há uma maravilhosa abside ilusória de Donato Bramante, um exemplo espetacular de perspectiva forçada. Abre de terça a sábado das 9:30 às 17:30h; aos domingos das 14 às 17:30h.

25) La Vigna di Leonardo (Corso Magenta, 65)

Em 1482, a convite do duque Ludovico Sforza, Leonardo da Vinci mudou-se para Castello Sforzesco e começou a trabalhar como pintor da corte. Durante seu tempo em Milão, o gênio criou algumas de suas obras mais célebres, incluindo o afresco da Última Ceia, e contribuiu para vários outros projetos da cidade, como por exemplo, a engenharia das novas hidrovias em Navigli. Para agradecê-lo, o duque o presenteou com uma pequena vinha em frente à Chiesa Santa Maria delle Grazie. Trata-se da La Vigna di Leonardo, onde pode-se visitar a vinha, o jardim e a casa-museu. É um lugar sereno e evocativo para aprender mais sobre o artista sem paralelo, engenheiro e cientista. Há ainda em seu interior um bom restaurante.


Com 40 mil metros quadrados e abrigando 14 mil objetos, sete departamentos, 16 áreas de exibição, 13 laboratórios e duas bibliotecas, esse complexo é considerado o maior da Itália deste gênero. Muito interativo, há coleções nas áreas de transporte, comunicação e energia, além dos modelos de máquinas baseadas nos desenhos de da Vinci. Além da visita ao submarino Enrico Toti. No verão, abre de terça a sexta-feira, das 10 às 17:30h; nos fins de semana, das 10 às 19h. No inverno, abre de terça a sexta-feira, das 9:30 às 17h; nos fins de semana, das 9:30 às 18:30h. Ingresso: €10; a visita guiada ao submarino custa €8.


Lar dos dois grandes clubes locais, AC Milan e Inter, o estádio fica a sete quilômetros do centro da cidade. Ele foi concluído em 1925, mas sofreu uma grande expansão para a Copa do Mundo de 1990. Hoje, com as 11 torres de acesso de concreto que são sua marca registrada, é um estádio com lugares para 80.000 espectadores. Seu museu pode ser visitado diariamente das 09:30 às 17h. O ingresso para o museu + vista guiada custa €17; somente o museu, €7. Reserve online aquiA melhor maneira de chegar ao estádio é no bonde 16.

28) Canais Navigli

Antes utilizados apenas como hidrovia, hoje se pode fazer um passeio de barco pelos canais nos finais de semana de abril a outubro. Ademais, ao longo dos anos, em suas margens foram se instalando casarões, castelos, abadias e moinhos. Atualmente, esse bairro é point da vida noturna com vários, e bons, restaurantes e bares.



Esse é um ótimo lugar para se hospedar, não apenas por ser mais barato, como por ser super animado e bem provido de transportes.



Artistas de rua e músicos garantem a atmosfera romântica do local.


29)  A Zona Tortona

Ao lado de Navigli, essa é a região mais descolada e jovem de Milão. Com muitos bares, restaurantes e rooftops, seus destaques são: o Superstudio 13 (Via Vincenzo Forcella, 13); o Teatro Armani (Via Bergognone, 59); o Armani Silos (Via Bergognone, 40), o museu e showcase da grife; o Superstudio Più (Via Tortona, 27); o Museo delle Culture (Via Tortona, 56) e a Fondazione Gianfranco Ferrè (Via Tortona, 37).



30) O Quadrilattero da Moda

A área delimitada pelas vias Montenapoleone, Manzoni, Sant'Andrea e della Spiga, é habitada pelas übergrifes de moda. E, claro por mais que não se compre nada, não se pode ir a capital da moda e não conhecê-lo.





Tabela das atrações:


No mapa:



Terminamos aqui.

Abraços!!

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